A Ecorodovias (ECOR3) apresentou um resultado no quarto trimestre de 2020 com números dentro das expectativas do BTG (BPAC11).
A receita líquida pró-forma (ex-construção) foi de R$ 832 milhões (estável ano/ano; em linha com a expectativa), com o volume de tráfego relatado aumentando 3% a/a, ajudado por novos projetos (tráfego ajustado caiu 2% a/a).
O Ebitda reportado da Ecorodovias foi de R$ 70 milhões. Mas foi impactado negativamente por R$ 480 milhões em ajustes pontuais
O resultado final reportado da empresa foi uma perda de R$ 631 milhões. Já o lucro líquido ajustado atingiu R$ 55 milhões (-39% a/a, em linha com o BTG).
Tráfego tem desemprenho acima da média nacional
As operações de rodovias apresentaram receita bruta pró-forma de R$ 857 milhões (estável ano/ano).
Ajustando os números de tráfego para o aumento dos projetos Eco135 e Eco050 e início da cobrança de pedágio no P1 e P2 nas praças da Ecovias do Cerrado em 14 de novembro de 2020, os volumes caíram 2% a/a.
“Isso é um pouco acima do desempenho de tráfego nacional divulgado pela ABCR de -4% a/a no quarto trimestre, principalmente decorrente de uma redução de 6% no tráfego de veículos leves”, destaca o BTG.
Ecorodovias tem margens de 66%
O Ebitda pró-forma ajustado de R$ 550 milhões (-7% a/a; em linha com o BTG) significou uma margem de 66% (vs. 73% no ano passado), impulsionado por uma sólida margem de 68% nas operações da rodovia e um desempenho decente das operações portuárias (13%).
O Capex do 4º trimestre alcançou R$ 338 milhões (ligeiramente abaixo dos R$ 348 milhões no último trimestre).
A maior parte do capex estava relacionada a novas concessões da rodovia Ecovias do Cerrado e alargamento da Eco050 e Eco101.
A alavancagem líquida ficou estável t/t em 3,3x.
Por fim, o BTG manteve a classificação de compra na Ecorodovias, apoiada por um cenário de infraestrutura favorável no Brasil e um resultado potencialmente positivo de negociações de desequilíbrio de contrato.
O preço-teto é de R$ 17.






