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BTG (BPAC11): novo contrato da Aeris (AERI3) com Nordex vai trazer ganhos para o médio/longo prazo

BTG (BPAC11): novo contrato da Aeris (AERI3) com Nordex vai trazer ganhos para o médio/longo prazo

A Aeris (AERI3) divulgou fato relevante anunciando a assinatura de acordo com Nordex para o fornecimento de pás eólicas.

A Aeris (AERI3) divulgou fato relevante anunciando a assinatura de acordo com Nordex para o fornecimento de pás eólicas, incluindo: (i) a conversão de 2 linhas de produção contratadas (lâmina N149) para um modelo de lâmina para pás eólicas com + 5MW (Lâmina N163); e (ii) a instalação de uma nova linha de produção para este mesmo modelo de pá eólica (N163).

Em relatório, o BTG Pactual (BPAC11) lembrou que, em 2019, a Aeris fechou acordo com a Nordex para o fornecimento de 4 linhas, então o anúncio de agora é uma atualização do contrato anterior (no total, Nordex terá 6 linhas com a Aeris – 2 N149 e 4 N163).

O contrato deve ser efetivo até o final de 2023 e trazer um aumento líquido de 2 GW na carteira além de um aumento incremental de R$ 1,6 bilhão na receita líquida.

“Dado o período de transição para a atualização das linhas de produção, que tem rendimentos como linhas não maduras, acreditamos que o contrato de hoje pode trazer alguns impactos sobre as margens de curto prazo. No entanto, a médio/longo prazo, nós acreditamos que ajuda a diminuir o risco da tese de crescimento da Aeris para os próximos anos, que enxergamos como positivo”, diz o BTG.

Contrato atualizado destaca o posicionamento-chave da Aeris na indústria local

O evento é outro exemplo da tendência crescente de terceirização da produção de pás eólicas (que se acelerou na última década), diz o BTG.

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Os analistas lembram que toda a fabricação de pás eólicas no Brasil é terceirizada (não há produção própria por montadoras no país), dividida entre Aeris (produtor totalmente independente com + 90% de participação em carteira de pedidos) e LM Wind Power (operação independente administrada pela GE, representando a parte restante dos volumes).

Assim, as montadoras globais de turbinas eólicas devem fazer parceria com fabricantes locais para garantir o fornecimento de seus componentes.

Em termos de impactos, o BTG não espera qualquer alteração relevante nas condições do contrato anterior com a Nordex (medido por preço / GW) e acredita que o mercado já estava parcialmente esperando movimentos neste sentido, dado o crescimento considerável da receita esperado para os próximos anos (o consenso projeta crescimento da receita para 2023 de 18%), e os comentários recentes da empresa, antecipando novas mudanças nas linhas de produção até o final do ano.

Tese de investimento de longo prazo intacta

A assinatura de capacidade adicional mais uma vez mostra a estratégia da Aeris posicionando-se como um fornecedor local importante para montadoras globais, beneficiando-se, assim, do crescimento do mercado de energia eólica no Brasil, diz o BTG.

As crescentes preocupações com a crise hídrica do Brasil apenas destacam a necessidade de continuar diversificando a matriz energética do país, com a energia eólica desempenhando um papel importante. Por outro lado, as melhorias nas linhas de produção têm retornos semelhantes com as linhas não maduras, então as margens do curto prazo devem permanecer voláteis.

“Esperamos que as margens e retornos da Aeris se estabilizem a partir de 2022, enquanto prevemos um 2S21 de transição. Olhando no longo prazo, o caso de investimento da Aeris continua sendo de uma empresa de energia limpa, alto crescimento, retornos crescentes, alavancado por vantagens econômicos visíveis (estrutura de baixo custo e produtor de alta qualidade na indústria). Mantemos nossa classificação de compra”, afirma o BTG. O preço alvo é de R$ 14.