As ações da Braskem sobem com força nesta segunda-feira (10) após a confirmação pela Odebrecht de venda de sua participação na companhia. Às 14h40, o papel subia 6,41%, cotado a R$ 24,89.
Na sexta-feira (7), a Odebrecht notificou a Braskem sobre sua intenção de se desfazer de até a totalidade das ações.
A Odebrecht detém 50,1% do capital votante da Braskem e 38,3% do total. A Petrobras (PETR3 PETR4) também é acionista e possui 47% do votante e 36,1% do total. De acordo com o jornal Valor, a estatal tem intenção igualmente de vender sua participação. O Morgan Stanley irá assessorar a operação da Odebrecht.
A Guide Investimentos avalia como positivo o movimento da petroquímica, maior fabricante de resinas termoplásticas das Américas. E destaca que as controladoras têm ideia de aprimorar a governança corporativa da empresa, para valorizar a operação.
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Há a possibilidade ainda de ela se transformar em uma corporação pura, a partir da venda de todas as ações das duas controladoras em bolsa.
Acidente em Alagoas
Hoje, o valor de mercado da Braskem é de aproximadamente R$ 18,6 bilhões. Mas já foi duas vezes e meia maior, antes de virem a público no ano passado problemas na operação de sal-gema em Alagoas. Na ocasião, a LyondellBasell negociava a aquisição da Braskem, e acabou desistindo.
A companhia foi alvo de ações judiciais por danos a ruas e casas, com afundamentos em três bairros de Maceió, em decorrência da extração de sal-gema, e decidiu suspender as atividades de mineração no local.
No segundo trimestre deste ano, a Braskem reportou prejuízo de R$ 2,47 bilhões, após lucro de R$ 84 milhões no mesmo período do ano passado. De acordo com a companhia, o resultado foi motivado principalmente pela provisão adicional de R$ 1,6 bilhão referente ao evento geológico de Alagoas e da variação cambial.
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