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Bancos centrais de seis grandes potências estão estudando lançar moeda digital

Bancos centrais de seis grandes potências estão estudando lançar moeda digital

Bancos centrais de seis grandes potências estão estudando lançar moeda digital: UE, Suíça, Suécia, Japão, Canadá e Reino Unido saem na frente

Os bancos centrais da Grã-Bretanha, do Japão, da zona do euro, Canadá, Suécia e da Suíça anunciaram que vão analisar a emissão de moedas digitais. Todos estudam uma forma de entrar no mercado digital, em meio a um crescente debate sobre o futuro do dinheiro.

Takako Masai, economista membro do conselho do Banco Central do Japão (BoJ), disse que ainda não foi estabelecido um cronograma para nenhuma reunião do grupo, mas a ideia já permeia as intenções das seis potências: “no Japão, não temos planos agora de emitir moedas digitais do banco central. Mas precisamos fazer um esforço para estar prontos para responder, caso a demanda pública por moedas digitais do banco central aumente dramaticamente”.

A reunião dos economistas institucionais deve acontecer em abril, com a intenção de discutir maneiras de simplificar a segurança e liquidação transfronteiriça de suas futuras moedas digitais.

Ritmo acelerado

O caminho nessa direção parece ser sem volta. Os bancos centrais devem emitir logo suas próprias moedas virtuais – embora moedas virtuais, por princípio, não sejam vinculadas a nenhuma plataforma institucionalizada. Originalmente, uma criptomoeda não é emitida pelo Estado e não possui o reconhecimento de um governo.

A moedas digitais oficiais são chamadas de Central Bank Digital Currency (CBDC).

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O Banco Nacional do Camboja, por exemplo, anunciou que lançará de forma oficial o Projeto Bakong, uma plataforma de transferência de dinheiro ponto a ponto, baseada em tecnologia blockchain. É uma das primeiras CBDC.

A diretora do banco cambojano, Chea Serey, afirmou que o projeto foi lançado em caráter experimental em julho de 2019 e estará operando ainda no atual trimestre fiscal: “(a moeda) Bakong desempenhará um papel central ao colocar todos os participantes no espaço de pagamento no Camboja sob a mesma plataforma, facilitando o pagamento dos usuários finais, independentemente das instituições com as quais eles negociem”. E foi mais longe: “eventualmente, esperamos permitir o pagamento além-fronteiras através do sistema Bakong”.

A China é uma das primeiras a tentar algo do tipo, mas os detalhes do projeto chinês ainda não emergiram.

A iniciativa do Facebook de lançar sua criptomoeda Libra acelerou o ritmo dos bancos centrais, no intuito de tomar a dianteira de projetos dessa natureza, sem que gigantes da Internet tomem o espaço antes. O controle do dinheiro no futuro próximo é uma das grandes preocupações dos bancos centrais.

Apesar dessa preocupação estatal de grandes potências, nenhum dos países que se reuniram afirmou ter um projeto nessa direção adiantado. Porém, o futuro pode ser mais próximo do que se imagina.