Super-quarta de reunião do Copom e FOMC, dados do comércio varejista pelo IBGE e tudo o que você precisa saber para começar a quarta bem informado.
Essa quarta-feira tem tudo para movimentar os mercados mundiais.
No Brasil o foco será a reunião do Copom indicando a agenda da taxa básica de juros.
De antemão, também teremos os dados do comércio varejista divulgados pelo IBGE.
Lá fora, nos Estados Unidos, também quarta-feira, há a reunião do FOMC do Federal Reserve decidindo o cenário de juros no país.
Aqui está tudo o que você precisa saber para começar a super-quarta de juros bem informado:
Highlights do dia (10/12):
- 8:00 – Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).
- 16:00 – Projeções Econômicas Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC em inglês).
- 17:00 – Decisão do Comitê de Política Monetária.
Para onde vai a Selic?
A super-quarta de juros são dias movimentados para o mercado: reunião do Copom e FOMC.
Em terras nacionais, o mercado espera um consenso de corte pelo Comitê resultando em 4,5% ao ano.
A base econômica para o corte se deve ao lento, porém progressivo, crescimento da econômica brasileiro.
Desse modo, balizado na retomada do consumo, ainda na ociosidade da indústria e a retomada de crédito por pessoas físicas, o mercado aguarda corte de 0,5 ponto percentual.
Porém, há divergências entre as casas de Research sobre a agenda de cortes continuar ou não para 2020.
Dados do comércio
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nessa quarta a PMC.
A Pesquisa Mensal do Comércio deve mostrar como anda o comércio brasileiro como um todo.
Grandes grupos varejistas já divulgaram dados que balizam um resultado de crescimento na PMC.
Com base nos dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgados na semana passada (04/12), assim houvendo crescimento de vendas no ramo em 4,3% em outubro.
Por exemplo: a Via Varejo, grupo controlador do Extra, Ponto Frio e Casas Bahia informou que, somente na Black Friday, faturou R$ 1,1 bilhão.
A super-quarta de juros
Os mercados ficaram de lado a espera da super-quarta de juros nessa terça.
O FOMC do Federal Reserve deve prezar pela manutenção das bandas atuais de 1,5% e 1,75% conforme a maioria do mercado espera.
Os EUA operam os juros de modo diferente: desse modo, ao contrário do Brasil, os norte-americanos operam sua taxa de juros em bandas com mínima e máxima.
Em suma, a economia americana vem se mostrando estável e em crescimento (mais lento), movimento que pode justificar a manutenção das bandas.
Dessa forma, o que poderá fazer com que os juros americanos sejam ajustados será um risco de recessão.
Em síntese, os mercados ainda apresentam-se cautelosos entre a relação EUA e China com acordo até dia 15.
De outro lado, ainda há eleições no Reino Unido nessa quinta-feira.
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