As bolsas globais recuam na manhã desta sexta-feira (30). O Ibovespa acompanha, com queda de 1,08%, aos 124.313 pontos.
Destaque no Brasil para a taxa de desemprego, que recuou para 14,6% no trimestre até maio, ante 14,7% do trimestre fechado em abril. A projeção do mercado era por resultado um pouco melhor: 14,5%. Essa taxa é a segunda maior da série histórica, iniciada em 2012 pelo IBGE.
O dado contrasta com o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado ontem e que revelou a criação de 309,114 mil novas vagas de emprego com carteira assinada no Brasil em junho. O resultado foi superior à projeção de 150 mil novas vagas. Comparativamente, em maio, foram criadas 280,6 mil vagas.
O investidor também segue atento à taxa de juros. Na semana que vem o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para definir a Selic.
As apostas predominantes são de que a taxa de juros chegue a 7% até dezembro, com aumento de 1 ponto porcentual já na semana que vem – indo dos atuais 4,25% para 5,25%. De 95 instituições financeiras consultadas pelo jornal Valor, 75 esperam alta de 1%.
Em balanços, destaque para Usiminas, Alpargatas e Banco Pan. Hoje ainda tem IPO da ClearSale.
No campo político, repercute a live do presidente Jair Bolsonaro que ontem admitiu não ter provas de que houve fraudes nas eleições de 2018, apesar de fazer reiteradas críticas ao sistema eleitoral brasileiro e a Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Mercados do exterior
O núcleo do Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) nos EUA, que exclui alimentos e energia, subiu 0,4%, abaixo da projeção de 0,6%. Na comparação anual, a alta foi de 3,5%, também abaixo da expectativa de 3,7%.
Apesar de vir abaixo da projeção, a alta de maior representa o maior movimento para o índice desde 1991 e ficou acima dos 3,4% de maio.
No entanto, a leitura corrobora a posição do Federal Reserve (Fed) de que as pressões inflacionárias tendem a ser passageiras e já começam a diminuir o ritmo. Isto porque o núcleo do PCE é a medida favorita do Fed para calcular a variação dos preços ao consumidor.
O banco central americano vem repetindo que o aumento atual dos preços decorre da reabertura econômica e de gargalos na cadeia de suprimentos.
Ontem, as bolsas reagiram bem a dois dados que fugiram às expectativas: o PIB veio abaixo do esperado (6,5%, quando o mercado previa uma alta de 8,4%) e os pedidos de seguro-desemprego vieram acima (400 mil, quando a projeção era 385 mil).
Ainda assim, a interpretação geral foi de que o Fed está certo: a economia ainda fraca, apesar de em clara recuperação, demanda a manutenção dos estímulos. Mas vale ressaltar que há mais um fator de insegurança que reforça a manutenção da política monetária, ao menos por enquanto: a disseminação da variante delta do coronavírus, que ainda está revelando seu poder de impacto.
Da zona do euro, os indicadores são bons. Esta manhã foi divulgado o PIB da região, que teve alta de 2% na primeira prévia do segundo trimestre, acima da projeção de 1,5%. Na comparação anual, a alta é de 13,7% (a expectativa era de 13,2%).
Já o índice de preços ao consumidor (IPC) subiu 2,2% em julho, na análise anualizada, quando o mercado aguardava leitura de 2%. A taxa de desemprego ficou em 7,7% em junho. A projeção era 7,9%.
Dando continuidade na temporada de balanços do exterior, destaque hoje para Berkshire Hathaway, Procter&Gamble, Exxon e Chevron.
O minério de ferro recua mais de 8%, com projeção de menor demanda da China, com controle sobre a produção para forçar a queda no preço das commodities.
Veja as cotações às 10h17:
Mercados de Nova York
- Dow Jones: -0,27%
- S&P: -0,66%
- Nasdaq: -1,17%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: -0,61%
- FTSE, Reino Unido: -0,76%
- CAC, França: +0,02%
- FTSE MIB, Itália: -0,23%
- Stoxx 600: -0,31%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: -1,80%
- Xangai, China: -0,42%
- HSI, Hong Kong: -1,35%
- ASX 200, Austrália: -0,33%
- Kospi, Coreia: -1,24%
Petróleo
- Brent (outubro 2021): US$ 74,83 (-0,36%)
- WTI (setembro 2021): US$ 73,31 (-0,42%)
Ouro
- Ouro futuro (agosto 2021): US$ 1.827,80 (-0,19%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: US$ 159,02 (-8,14%)






