Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi reeleito nesta quarta-feira (1º) como presidente do Senado pelos próximos dois anos. Ele venceu Rogério Marinho (PL-RN) por 49 votos a 32.
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A vitória de Pacheco mostra que o governo federal pode ter dificuldades para aprovar suas pautas no Senado, onde precisará exatamente de 49 votos para aprovar Projetos de Emenda Constitucional, que requerem 3/5 dos votos. Para projetos de lei, o cenário deve ser menos complexo, já que bastarão 41 votos, maioria simples.
Os partidos que compõem a base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalharam fortemente em prol da candidatura do senador por Minas.
Alguns ministros que foram eleitos senadores, aliás, chegaram a deixar temporariamente o cargo para assumir seus cargos no Senado e votar em Pacheco, casos de Flávio Dino (Justiça), Camilo Santana (Educação), Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Renan Filho (Transportes).
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O ministro da Relações Institucionais, Alexandre Padilha, atuou ativamente nas negociações, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, também apareceu no plenário do Senado durante a tarde desta quarta-feira (1º) para pedir votos a Pacheco.
Embora a votação tenha sido secreta, é notório que senadores de alguns partidos da base governista votaram em Marinho, caso do ex-juiz Sérgio Moro (União-PR), cujo partido conta com três ministérios, mas que declarou abertamente voto no candidato do PL.
Marinho contou com apoio de políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como os senadores recém-empossados Marcos Pontes, Damares Alves e Hamilton Mourão, ex-vce-presidente. A ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, esteve no Senado para pedir votos a Marinho durante a tarde.
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Na Câmara, Arthur Lira também é reeleito
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), foi reeleito numa eleição bem mais tranquila, com 454 dos 513 votos possíveis. Chico Alencar (PSOL-RJ) recebeu 21 votos, e Marcel Van Hattem (Novo-RS) ficou com 19 votos.
Lira conseguiu formar uma forte aliança ao redor de si, com 20 partidos, do PT de Lula ao PL de Jair Bolsonaro, o que significa que deve adotar uma postura de mais independência do que Pacheco no Senado.
No caso da Câmara, um projeto de lei simples precisa de 257 votos. Já a maioria constitucional, para aprovação de PECs, requer 308 votos.
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Pauta econômica é prioridade do governo no Congresso
Durante a semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em visitas à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e à Febraban (Federação dos Bancos Brasileiros) que o governo federal tem três prioridades para acelerar a economia: a reforma tributária, a definição do novo arcabouço fiscal e a facilitação do acesso ao crédito.
Nos dois primeiros casos, a relação com o Congresso é fundamental, já que as medidas devem ser aprovadas pelos parlamentares e podem passar por mudanças tanto na Câmara quanto no Senado.
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Haddad já prometeu enviar até abril a proposta de novo arcabouço fiscal, enquanto a reforma tributária deve ter uma proposta reformulada a partir de estudos liderados pelo secretário especial do tema no Ministério da Fazenda, Bernard Appy,
A ideia do governo é fatiar a proposta, para discutir no primeiro semestre os impostos sobre consumo e, no segundo semestre, mexer nos impostos sobre renda a fim de tornar o sistema mais progressivo.
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