A expectativa do mercado gira em torno de um possível reajuste no combustível, especialmente no diesel, que pode ser anunciado em breve pela Petrobras (PETR3; PETR4). Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, a tendência é de que a estatal mantenha os preços da gasolina, enquanto discute um eventual aumento do diesel.
Nesta quarta-feira (29), o jornal Valor Econômico destacou que o Conselho da Petrobras deve se reunir para debater o tema. No entanto, fontes afirmam que há uma possibilidade de adiamento do reajuste, já que o desconto para paridade de importação vem diminuindo devido à valorização do real frente ao dólar.
O Bradesco BBI ressalta que a decisão sobre aumentos de preços de combustíveis não cabe ao Conselho, mas sim ao comitê de preços, que já se reuniu no início do mês. Dessa forma, há uma chance considerável de que nenhum anúncio oficial seja feito hoje. Contudo, os analistas do banco apontam que há espaço para um aumento de 5% a 8% no preço do diesel.
Já para o Santander, um possível reajuste no combustível seria positivo para a Petrobras, pois ajudaria a recuperar a lucratividade do setor de refino, além de reforçar a confiança dos investidores na empresa e em sua governança. O banco estima que um aumento de cerca de 4% no diesel poderia ajudar a Petrobras a recuperar seu crack spread, que é a diferença entre o custo do petróleo e o valor dos produtos refinados, para níveis mais próximos da média histórica de US$ 22 por barril.
No caso da gasolina, a estatal atualmente pratica um preço cerca de 10% abaixo do PPI (Preço de Paridade de Importação), o que pode indicar menor urgência para um reajuste. Já o diesel, que recentemente estava com um desconto de 20%, agora está em torno de 13%, segundo cálculos de mercado.
O Santander mantém sua recomendação outperform (desempenho acima da média) para a Petrobras, destacando a empresa como sua principal escolha na América Latina. O banco projeta um dividend yield de aproximadamente 13% para 2025, podendo chegar a 17% caso o preço do petróleo Brent fique entre US$ 75 e US$ 80 por barril.
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