O preço do ouro atingiu um novo recorde histórico nesta quarta-feira (28), ultrapassando a marca de US$ 5,3 mil por onça-troy. No fechamento, o contrato de ouro para fevereiro na Comex registrou alta de 4,35%, sendo cotado a US$ 5.303,60 por onça-troy pela primeira vez na história.
O movimento foi impulsionado principalmente pela desvalorização do dólar e pelo aumento da demanda por ativos considerados mais seguros em meio às incertezas internacionais.
Por que o preço do ouro disparou?
O avanço do ouro ganhou força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando pouca preocupação com a queda do dólar, que chegou ao nível mais baixo em quase quatro anos. A combinação de uma moeda americana mais fraca e maior instabilidade geopolítica levou investidores a buscar proteção no ouro e em outros metais preciosos.
Somente nesta quarta-feira, o metal avançou até 4%, depois de já ter subido 3,4% no dia anterior — a maior alta diária desde abril. Com isso, o ouro acumula valorização de cerca de 22% no ano. A prata também apresentou forte desempenho, registrando alta de aproximadamente 60% no mesmo período.
Cenário internacional pressiona o dólar
O mercado também reagiu a um forte movimento de venda de títulos no Japão, aumentando preocupações sobre o alto nível de gastos públicos no país. Além disso, cresce a expectativa de que os Estados Unidos possam intervir para sustentar o iene, pressionando ainda mais o dólar. Na terça-feira, o índice da moeda americana caiu 1,1%, a maior queda diária desde abril, tornando o ouro mais barato para compradores de outros países.
Segundo relatório da Ágora Investimentos, a alta do preço do ouro deve continuar sustentada pela crescente procura de investidores que buscam diversificação de portfólio diante da instabilidade geopolítica. Analistas do mercado apontam que o metal precioso pode atingir US$ 6 mil por onça nos próximos meses.






