O PMI de Serviços do Brasil caiu para 49,8 pontos, em fevereiro, mostrando restrição e queda da atividade pela primeira vez desde maio de 2021. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (3).
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Em janeiro, o índice era de 50,7 pontos. Pela metodologia da pesquisa, realizada com gerentes e executivos de compras, índices abaixo de 50 pontos mostram pessimismo e desaceleração da atividade econômica, enquanto números acima dos 50 pontos mostram aceleração e otimsmo dos agentes econômicos.

A queda se deu, principalmente, pela incerteza dos clientes e pela restrição no número de novos pedidos. As condições de demanda fraca foram citadas como o principal fator da redução, embora algumas empresas também tenham demonstrado preocupação com os cenários econômico e político do país.
O índice de produção diminuiu pela primeira vez em 21 meses, e os resultados apontam para uma reaceleração nas taxas de inflação tanto dos preços de insumos quanto dos preços de venda.
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Mais da metade (56%) dos participantes da pesquisa, no entanto, preveem aumento na atividade de negócios ao longo dos próximos 12 meses, enquanto 8% projetam redução. Onde o crescimento foi previsto, as empresas estavam confiantes em uma retomada nas vendas e políticas econômicas favoráveis.
O índice de preços de insumos, no entanto, aumentou ainda mais em fevereiro, com empresas de serviços relatando preços mais altos de alimentos, combustível, mão de obra e serviços públicos. Esses reajustes foram repassados aos clientes. estendendo a atual sequência de inflação para 28 meses.
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PMI de Serviços do Brasil: análise da S&P Global
A diretora associada econômica da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima, lembrou que os números vêm caindo desde o segundo semestre do ano passado. “Os participantes da pesquisa observaram uma maior relutância entre os clientes na solicitação de serviços devido à incerteza futura”, explicou.
Segundo ela, as reduções na demanda de serviços e na atividade de negócios obrigaram as empresas a cortes na folha de pagamento. “As empresas voltaram a afirmar que suas despesas gerais aumentaram mensalmente. Segundo elas, alimentos, combustível, salários de funcionários e contas de serviços públicos foram as principais fontes de pressões inflacionárias”, explicou Lima.
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