A alta recente da cotação do barril de petróleo aumentou a diferença entre os valores praticados no mercado interno e internacional. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a gasolina comercializada pela Petrobras (PETR3; PETR4) já acumula uma defasagem média de 19% nas principais refinarias.
Segundo a associação, apesar da estabilidade do câmbio, a oferta reduzida de petróleo no cenário global pressiona os contratos futuros. Nesta terça-feira (25), o petróleo do tipo Brent, referência para a Petrobras (PETR3, PETR4), é negociado a US$ 82,74 por volta das 9h30.
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A diferença entre os preços também impactou a Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia. Os valores estão com defasagem de 10% para a gasolina e 11% para o diesel. A empresa manteve a política de paridade, o Preço de Paridade de Importação (PPI).
Impacto da nova política de preços da Petrobras
Em maio, a Diretoria Executiva da Petrobras aprovou sua nova política de preços de combustíveis, encerrando a subordinação dos valores ao PPI. Contudo, as cotações do barril e o câmbio ainda influenciam o cálculo.
O litro da gasolina está R$ 0,57 abaixo do que indica o PPI. Já o preço do óleo diesel vendido acumula defasagem média de 15% nas principais refinarias da Petrobras, cerca de R$ 0,55 abaixo.
A Petrobras reajustou os preços dos combustíveis em 1° de julho, com redução de 12,8% no valor do diesel, e 5,3% no da gasolina.
No novo modelo, a Petrobras considera o mercado internacional com base em outras referências para cálculo. Além disso, incorpora referências do mercado interno.
Com a estratégia, a estatal quer evitar a transferência da volatilidade externa do petróleo para o consumidor brasileiro. Ao mesmo tempo, busca garantir maior rentabilidade para a empresa.
Os preços passaram a ser praticados de acordo com cada distribuidora para a qual a estatal vende combustíveis. Segundo a diretoria, a política levará o cenário internacional como referência, mas com um “filtro” para amenizar os choques externos.
Os preços internos nas refinarias da Petrobras já chegam a uma defasagem de 21%.