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O que esperar do Fed na próxima reunião? “Absolutamente nada”

O que esperar do Fed na próxima reunião? “Absolutamente nada”

Encontro tende a ser um dos mais previsíveis dos últimos meses, sem mudanças na taxa básica de juros e sem grandes sinalizações

“Nada é esperado desta reunião. Absolutamente nada.” Essa é a forma direta como a equipe de economia do Scotia Bank resume as expectativas para a próxima reunião do Federal Reserve (Fed), marcada para quarta‑feira, dia 28.

Segundo os economistas do banco, o encontro tende a ser um dos mais previsíveis dos últimos meses, sem mudanças na taxa básica de juros e sem grandes sinalizações antecipadas sobre os próximos passos da política monetária.

Os mercados já precificam integralmente a manutenção dos juros, e o consenso é praticamente unânime. Como destaca o Scotia Bank, “os mercados estão precificados para nenhuma mudança na taxa de política. Ninguém dentro do consenso espera uma alteração”.

Além disso, o Fed divulgou recentemente novas projeções econômicas, incluindo o dot plot, em suas comunicações de 10 de dezembro, o que torna improvável qualquer ajuste relevante antes da próxima rodada, em março.

Outro fator que reduz a chance de surpresas é o reforço recente do arcabouço de liquidez. O banco central adicionou cerca de US$ 40 bilhões por mês ao regime de reservas amplas, o que, segundo os economistas, elimina a necessidade de novas iniciativas agora.

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“É cedo demais para contemplar mudanças materiais antes da próxima reunião em março”, afirma a equipe do Scotia Bank.

Foco no que não será escrito

Assim, a atenção dos investidores deve se concentrar em elementos secundários. Pequenos ajustes no comunicado oficial, o tom da coletiva de Jerome Powell e eventuais dissidências no voto do Comitê devem ser os principais pontos de observação. O texto pode até reconhecer um ritmo de crescimento econômico mais forte do que o descrito anteriormente como “moderado”, embora deva manter referências ao aumento da taxa de desemprego.

Na coletiva, Powell tende a adotar um tom cautelosamente neutro. Sobre inflação, é esperado que ele reafirme que os riscos podem ser temporários nos próximos meses, ainda que “as opiniões variem dentro do Comitê”, como destaca o Scotia Bank. Já no mercado de trabalho, o presidente do Fed pode reconhecer a perda de fôlego na criação de vagas, compensada parcialmente por outros indicadores e por efeitos da política migratória.

O quadro econômico, porém, começa a mostrar sinais de desgaste. O Scotia Bank aponta que o ciclo do consumidor americano está amadurecendo: a renda disponível real estagnou, o consumo desacelerou e a taxa de poupança caiu para 3,5%, o menor nível desde outubro de 2022. Com a inflação ainda em 2,8% ao ano, o Fed não deve declarar vitória, mas, como resume o banco, “o Comitê acredita que, no balanço geral, a política está bem posicionada por enquanto”.

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