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Lula defende parceria entre agronegócio e indústria: “Precisamos dos dois”

Lula defende parceria entre agronegócio e indústria: “Precisamos dos dois”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu uma conciliação entre o agronegócio e a indústria em prol do crescimento da economia brasileira. Durante a abertura da feira agrícola Bahia Farm Show, em Luis Eduardo Magalhães (BA), Lula afirmou que os dois setores devem ser complementares, e não adversários.

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“A verdade é que precisamos dos dois, da agricultura e da indústria, porque uma coisa complementa a outra. Quando a agricultura vai bem, a indústria de máquinas vai bem”, afirmou o presidente. 

Segundo ele, existe uma “discussão que não tem nem pé nem cabeça” quando pessoas que ele chamou de defensores da industrialização dizem que o país não pode ser exportador de commodities. “Temos que valorizar os dois setores.”

Lula disse também que não existe rivalidade entre os gigantes do agronegócio e os pequenos proprietários rurais. “São duas coisas totalmente necessárias ao país. Não há rivalidade. Não há porque o preconceito do grande contra o pequeno ou do pequeno contra o grande. O Brasil precisa dos dois porque os dois ajudam o Brasil. Temos 4,6 milhões de propriedades nesse país com menos de 100 hectares”, completou. 

Depois, o presidente prosseguiu. “É preciso parar de construir rivalidade onde ela não existe. A gente não pode dar corda para o discurso ignorante. Por que eu poderia ser contra um produtor rural que quer terra pra trabalhar? Por que eu poderia ser contra um grande produtor que está produzindo e vendendo sua soja ou fazendo o Brasil voltar a plantar algodão?”, concluiu.

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Agronegócio: governo libera valores para setor produtivo

Também durante o evento no interior baiano, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou a liberação de R$ 3,6 bilhões para o Plano Safra (Safrinha) e de R$ 4 bilhões em linha de financiamento em dólar para investimentos em crédito rural voltados à construção e à ampliação de armazéns e também a obras de irrigação, formação e recuperação de pastagens, geração e distribuição de energia de fontes renováveis e regularização ambiental da propriedade.

“A linha dolarizada parou de ser só para investimentos em máquinas. Ela é agora uma linha de crédito para tudo aquilo que o produtor tiver necessidade, seja compra de calcário, conversão de pastagens em áreas de agricultura, investimentos em máquinas ou armazéns. A construção civil dessas obras será financiada por essa linha de crédito dolarizada”, explicou o ministro.

Fávaro destacou ainda uma linha de crédito de apoio a estradas vicinais, que permitem o fluxo de mercadorias e serviços na zona rural dos municípios. Em geral, são rotas criadas por meio do aproveitamento de trilhas e caminhos já existentes.

“Será um esforço para substituir pontes de madeira, galerias tubulares, cascalhar as rodovias, integrar com as rodovias pavimentadas e dar mais competitividade logística aos produtores”, afirmou Fávaro.

De acordo com o Ministério da Agricultura, os recursos serão disponibilizados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O financiamento conta com taxa de juros fixas de até 8,06% ao ano mais a variação do dólar e prazo de 120 meses, com até dois anos de carência.

Ao todo, segundo a Agência Brasil, o BNDES disponibiliza cerca de R$ 11 bilhões para o setor agropecuário. Já o Banco do Brasil, em maio de 2023, registrou investimentos de cerca de R$ 15 bilhões.

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