O presidente argentino, Javier Milei, afirmou na quarta-feira (22) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que a “hegemonia global” de ideologias de esquerda está “começando a ruir”. Milei, que assumiu o cargo em 2023, abordou líderes políticos e empresariais destacando mudanças no cenário político global.
“O que antes parecia uma hegemonia global da esquerda ‘consciente’ na política, nas instituições educacionais, na mídia, em organizações supranacionais ou mesmo em fóruns como Davos, começou a ruir”, declarou o presidente. O termo “woke”, frequentemente utilizado para descrever ativismo em causas de justiça social, foi citado de maneira crítica em seu discurso.
Milei também enfatizou que vem formando alianças com líderes que compartilham sua visão política. “Ao longo deste ano, encontrei aliados nesta luta pela causa da liberdade em todos os cantos do mundo, desde o incrível Elon Musk até aquela feroz senhora italiana Giorgia Meloni (premier italiana)”, disse ele, acrescentando nomes como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Javier Milei prega aliança para ideias de liberdade
De acordo com Milei, a formação de uma aliança internacional entre líderes e nações que defendem as “ideias de liberdade” é um processo em andamento. Apesar disso, o presidente advertiu que a batalha está longe de ser vencida. “Embora a esperança tenha sido reacendida, é nosso dever moral e responsabilidade desmantelar o edifício ideológico do despertar doentio”, afirmou.
Milei já havia causado impacto no Fórum no ano passado, ao criticar o socialismo e defender o capitalismo de livre iniciativa como solução para a pobreza global. À época, afirmou que “o mundo ocidental está em perigo” devido ao avanço de uma visão de mundo que, segundo ele, levaria ao socialismo e, consequentemente, à pobreza.
No cenário doméstico, o presidente libertário foi elogiado por medidas que ajudaram a reduzir a inflação da Argentina, que caiu de 289,4% em abril de 2024 para 117,8% em dezembro do mesmo ano, segundo dados do Banco Central argentino. No entanto, seu programa de austeridade, incluindo cortes nos gastos públicos e subsídios, também enfrentou críticas. Analistas apontam que essas políticas agravaram a pobreza no país.
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