O banco J.P. Morgan apresentou relatório nesta segunda-feira (27) em que mantém a recomendação de investimentos no país, mas com sugestão de cautela e mostrando que espera uma redução dos juros, ms que vê a apresentação de um arcabouço fiscal responsável para melhorar as condições gerais do país para os investidores.
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O banco inicia o texto perguntando se o Brasil vive o “pico do pessimismo”, especialmente depois de o Ibovespa cair para menos de 100 mil pontos, na semana passada, e enxergando um cenário em que “as posições são defensivas, as alocações são muito suaves, quase não há negociações direcionais líquidas”.
“Ressaltamos mais uma vez nossa visão central: há pouca possibilidade de o mercado subir na ausência de taxas mais baixas, ou pelo menos as expectativas de que haja um caminho para isso”, afirma o texto.
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A análise aponta que “um bom pacote fiscal deve percorrer um longo caminho para fornecer algum alívio ao mercado, considerando que é um elemento-chave no caminho para taxas mais baixas”, mas, por outro lado, “um pacote mal elaborado levaria a situação para baixo”.
Os analistas do J.P. Morgan dizem ter ouvido em Brasília que a aprovação do arcabouço fiscal não deve ser difícil, assim como havia antecipado o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a despeito de uma crise institucional vivida nas últimas semanas entre ele e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
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J.P. Morgan aponta pontos fortes e fracos
O J.P. Morgan aponta ainda que não vê cenário político para uma saída do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, mas projeta que as críticas do governo devem continuar e aponta razões de ruído institucional não apenas nas queixas sobre os juros mas em ações como os questionamentos de Lula à privatização na Eletrobras e o imposto provisório sobre a exportação de óleo cru, vista como um sinal negativo de intervenção do governo.
Por outro lado, o banco aponta que a inflação deve cair nos próximos meses, e que os núcleos vêm mostrando desaceleração, a despeito de projetar que a Selic só cai em novembro, fechando o ano em 12,75%, ou 100 pontos-base abaixo do índice atual.
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Por fim, o J.P. Morgan apontam que, embora os preços de ativos brasileiros pareçam relativamente descontados, a desaceleração da economia pode levar a uma compressão dos lucros, considerando ainda que o cenário pode ser semelhante nos EUA. “Tecnicamente, o mercado brasileiro parece pronto para uma alta, mas, a nosso ver, o pacote fiscal é a grande informação pendente, e a negociação de taxas é a que mais nos parece interessante, capaz de levantar o mercado”, conclui o texto.
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