O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou alta de 0,31% na primeira quadrissemana de julho e acumula alta de 4,26% nos últimos 12 meses.
Apesar disso, os dados do IPC-S mostram que o acumulado dos últimos 12 meses vem caindo desde a primeira quadrissemana de junho, quando registrara avanço de 4,61%.
De acordo com a FGV, nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição para o resultado do IPC-S partiu do grupo Alimentação cuja taxa de variação passou de 0,47%, na quarta quadrissemana de junho de 2026 para 0,01% na primeira quadrissemana de julho de 2026.
Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Despesas Diversas (1,30% para 0,79%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,46%) e Vestuário (−0,52% para −0,53%).
Comunicação e Educação têm avanço
Em contrapartida, os grupos Comunicação (0,02% para 0,84%), Educação, Leitura e Recreação (0,37% para 0,58%), Habitação (0,37% para 0,44%) e Transportes (0,10% para 0,16%) apresentaram avanço em suas taxas de variação.
Ontem, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,79% em junho. No mês de maio, a taxa havia sido de 0,87%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,00% no ano e de 3,59% em 12 meses. Em junho de 2025, o IGP-DI havia caído 1,80% e acumulava alta de 3,83% em 12 meses.
“Em junho, todos os componentes do IGP-DI registraram taxas de variação inferiores às observadas em maio. No IPA, a queda do índice foi influenciada principalmente pelas commodities minerais e agrícolas. Já os preços ao consumidor avançaram 0,36%, embora em ritmo menos intenso do que no mês anterior, refletindo a desaceleração dos grupos Alimentação e Habitação, que representam, em conjunto, 40% do IPC”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.






