A França, um dos principais países da Europa, está “fervendo” sob protestos populares. A ebulição social já chega ao sexto dia com mais de duas mil pessoas presas.
No subúrbio de Paris, na última noite, os manifestantes incendiaram a casa e o carro de um prefeito, bem como promoveram protestos em frente à sede do governo.
Para tentar aplacar os ânimos, a primeira-ministra da França, Élisabeth Borne, visitou a região e chamou de inaceitável a violência empregada.
Vale lembrar que tudo começou após um policial matar a tiros um adolescente argelino que teria desobedecido ordens durante uma abordagem no trânsito.
O ato resultou em incêndios, protestos e saques de lojas. Prefeituras, delegacias e escolas também foram atacadas. Cerca de 10 shoppings e 200 supermercados já foram alvos.

França “ferve” sob protestos
De acordo com agências internacionais, de sábado para domingo 719 pessoas foram presas. Na noite anterior, foram 1.311, atingindo o número recorde de detenções.
O país já enfrentava uma convulsão social meses atrás com a marcha de trabalhadores pedindo melhores saláios algum tipo de freio na subida dos aluguéis. O clima tenso no país só aumentou de lá para cá.
Erdogan
President da Turquia, Tayyip Erdogan relacionou a violência observada na França à “mentalidade colonial” do país.
“Sobretudo em países conhecidos pelo seu passado colonial, o racismo cultural converteu-se em racismo institucional. Na raiz dos acontecimentos iniciados em França está a arquitetura social construída por esta mentalidade”, frisou.
E disse mais: “a maioria dos migrantes sistematicamente oprimidos e condenados a viver em bairros marginais e guetos são muçulmanos”, ressaltou. Ele tem se apresentado como um defensor dos migrantes muçulmanos na Europa.
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