O eventual fechamento temporário do Estreito de Hormuz, em meio à escalada militar envolvendo EUA, Israel e Irã, poderia levar o preço do petróleo a US$ 150 por barril, alerta o Société Générale em um relatório distribuído a clientes nesta segunda‑feira (2).
Segundo o banco, esse é um cenário extremo, porém possível, caso o conflito atinja um nível que comprometa de forma significativa o fluxo do petróleo transportado pela rota mais estratégica do mundo.
O documento afirma que, nesse cenário, “o preço poderia atingir aproximadamente US$ 150 por barril, resultado da combinação entre perdas físicas de oferta e um prêmio de risco ao estilo Rússia”, algo considerado “indesejável para todos os grandes atores”, incluindo EUA, China e o próprio Irã.
4 cenários
O relatório apresenta outros quatro cenários possíveis para o comportamento do petróleo, do mais provável ao menos provável.
O mais provável, segundo o banco, é um “pico curto seguido de correção parcial”, caso EUA e Israel consigam degradar rapidamente as capacidades navais e de mísseis do Irã. Nesse caso, Hormuz permaneceria aberto, ainda que com cautela, e haveria apenas um salto inicial nos preços, impulsionado pelo prêmio de risco já existente de cerca de US$ 8 por barril.
O segundo cenário, descrito como “bastante provável”, projeta preços mais altos por várias semanas, refletindo interrupções intermitentes.
O Irã não fecharia o Estreito, mas poderia lançar ataques pontuais, drones e mísseis, além de acionar grupos aliados no Golfo. O Société Générale destaca que “o prêmio de risco pode persistir ou subir modestamente, entre US$ 10 e US$ 20 por barril”, criando fricções temporárias no abastecimento global.
Um terceiro cenário envolve um overshoot temporário, caso o mercado reabra após 48 horas de blackout de informações, levando investidores a reagir de forma exagerada antes que haja clareza sobre o conflito.
Já a quarta hipótese considera uma disrupção significativa nas exportações iranianas, o que poderia adicionar US$ 20 a US$ 25 por barril por causa do aperto fundamental na oferta.






