Com a primeira votação finalizada, os candidatos à Casa Branca Donald Trump e Kamala Harris empataram até o momento nas eleições dos EUA. O ato ocorreu em Dixville Notch, uma pequena comunidade em New Hampshire, que costuma iniciar a votação à meia-noite. O local tem 6 moradores, segundo o site do Estado.
Dos votos computados, quatro foram de eleitores registrados como republicanos e dois como independentes, entretanto, Trump teve três votos e Kamala ficou com os outros três, segundo informações da CNN.
De acordo com a emissora, pela tradição local, os eleitores se reúnem no Balsams Hotel para votar assim que as urnas abrem à meia-noite. Assim, os votos são computados e os resultados saem horas antes de qualquer outro lugar nos país.
Eles votaram nas últimas duas eleições presidenciais nos candidatos do Partido Democrata. Em 2020, a pequena população computou cinco votos, todos para Joe Biden. Anteriormente, em 2016, Hillary Clinton teve quatro dos sete votos, dois foram para Trump e um para Gary Johnson.
Registrado como republicano, o eleitor que não votou em Trump foi Les Otten, de 75 anos.
À CNN, ele afirmou ser “republicano desde os 7 anos”, mas que não há nada que o obrigue a “jurar fidelidade” a uma pessoa. “Acho que, no final das contas, Trump deixou claro que você precisa jurar fidelidade a ele”, disse, acrescentando considerar essa atitude como “antidemocrática”.
Como são as eleições nos EUA?
Os norte-americanos têm até esta terça-feira (5) para escolher entre Kamala Harris, do Partido Democrata, e Donald Trump, do Partido Republicano, para ocupar a presidência pelos próximos quatro anos.
Esta eleição é considerada tão disputada quanto a de 2016, quando Hillary Clinton, embora tenha vencido no voto popular, perdeu no Colégio Eleitoral para Trump.
Diferente do Brasil, as eleições nos EUA são indiretas e o voto não é obrigatório. Os eleitores de cada estado votam em seu candidato preferido, e esses votos determinam qual candidato vai receber os votos do Colégio Eleitoral do estado.
Cada estado possui um número específico de delegados no Colégio Eleitoral. Assim, quando um candidato vence em um estado, ele recebe todos os votos dos delegados daquele estado (em quase todos os estados, esse sistema é “winner-takes-all” ou “o vencedor leva tudo”).
No total, os 50 estados e Washington, D.C., somam 538 delegados. O candidato que alcançar 270 votos (a maioria) vence a eleição.
Alguns estados têm um histórico de preferência por um dos partidos, enquanto outros são conhecidos como “swing states” ou “estados-pêndulo”, pois oscilam entre os dois partidos e podem decidir o resultado. Este ano, os principais estados-pêndulo são:
- Pensilvânia: possui 19 delegados, sendo o mais disputado entre os swing states;
- Geórgia: em 2020, rompeu uma tradição republicana que durava desde 1992;
- Arizona: concentra um alto número de eleitores latinos;
- Michigan e Wisconsin: parte do “Blue Wall”, um bloco importante para os democratas;
- Nevada e Carolina do Norte: mantêm-se como estados que podem alternar entre os partidos.
Os eleitores nos EUA podem registrar seus votos de forma impressa ou por urna eletrônica, dependendo das regras de cada estado. Eles também têm a opção de votar antecipadamente, seja presencialmente ou pelo correio, além de votar presencialmente no dia da eleição.
Após a votação, o Colégio Eleitoral tem até 17 de dezembro para declarar o vencedor. A certificação final pelo Congresso ocorrerá em 6 de janeiro de 2025.
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