O desemprego no Brasil caiu para 7,8% no trimestre entre julho e agosto deste ano, tendo uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 1,1 ponto percentual.
Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse foi o menor índice desde fevereiro de 2015.
O contingente de pessoas desempregadas foi de 8,4 milhões no período apurado, sendo ainda o menor contingente desde o trimestre móvel encerrado em junho de 2015, quando foi de 8,5 milhões. Esse número significa um recuo de 5,9% na comparação com o trimestre encerrado em maio de 2023, o que dizer que havia menos 528 mil pessoas desocupadas no país. No comparativo anual, a queda é de 13,2%.

Essa retração está diretamente influenciada pela alta de número de pessoas trabalhando, explica Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílio. A população ocupada chegou a 99,7 milhões, um crescimento de 1,3% ante o trimester encerrado em maio e um aumento de 0,6% na comparação contra o mesmo período do ano passado.
Com isso, o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 57%. “Esse quadro favorável pelo lado da ocupação é o que permite a redução do número de pessoas que procuram trabalho”, arremata a pesquisadora.
Três grupamentos de atividades foram responsáveis pelo desempenho do mercado de trabalho. A maior variação foi de Serviços domésticos, que teve alta de 2,9%, o que significa um incremento de mais 164 mil pessoas ocupadas.
Em seguida, o grupo de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com alta de 2,4%, principalmente na área da Saúde e da Educação pública.
“No geral, houve resultado positivo também porque nenhum outro grupo registrou perda estatística de trabalhadores. Mas esses três grupamentos, em especial, contribuíram no processo de absorção de trabalhadores”, afirma Beringuy.
Desemprego no Brasil: subocupação aumenta 3,9%
A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas aumentou 3,9% (199 mil pessoas) no trimestre e chegou a 5,3 milhões, queda de 17,3% (1,1 milhão) no ano. Já a população fora da força de trabalho foi de 66,8 milhões, queda de 0,5% ante o trimestre anterior (menos 347 mil pessoas) e aumento de 3,4% (mais 2,2 milhões) na comparação anual.
A pesquisa mostrou ainda que houve uma expansão na quantidade de trabalhadores tanto no segmento formal quanto no informal. O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado (excluindo trabalhadores domésticos) foi de 37,248 milhões, o maior contingente desde fevereiro de 2015, quando foi de 37,288 milhões. Essa quantidade significa alta de 1,1% no confronto entre trimestre. Na comparação anual, o aumento é de 3,5%.
Já o número de empregados sem carteira no setor privado cresceu, passando para 13,2 milhões, aumento de 2,1% no trimestre, com estabilidade na comparação anual.
Rendimento médio fica estável em agosto
Sobre o rendimento real, esse indicador ficou estável no trimestre encerrado em agosto e foi de R$ 2.947. No ano, esse valor significa um crescimento de 4,6%. A massa de rendimento real habitual, por sua vez, chegou a R$ 288,9 bilhões e bateu recorde da série histórica, crescendo 2,4% frente ao trimestre anterior e 5,5% na comparação anual, segundo os dados sobre desemprego no Brasil.






