O Caged de abril registrou um saldo positivo de 180.005 empregos criados no Brasil, uma desaceleração do mercado de trabalho em relação a março, quando o resultado positivo de 192.925 vagas, de acordo com os dados ajustados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados nesta quarta-feira (31) pelo Ministério do Trabalho.
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O mês, de forma geral, registrou uma redução nas movimentações: foram 1.865.279 admissões, queda de 14,7% em relação aos números de março, e 1.685.274 desligamentos, 15,5% a menos que no mês anterior.
O estoque de empregos, ou seja, a quantidade total de vínculos ativos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), é de 43.150.134 vagas, um aumento de 0,42% em relação a março.
Nos últimos 12 meses, o saldo acumulado, em valores ajustados, é de 1.905.435 empregos, decorrente de 22.816.307 admissões e de 20.910.872 desligamentos.
O salário médio de admissão teve aumento real de R$ 44,47, ou 2,26%, já descontada a inflação, chegando a R$ 2.015,58.
Caged de abril: dados por atividade econômica
Os cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram saldo positivo na geração de empregos em abril:
- Serviços: +103.894 postos
- Comércio: +27.559 postos
- Construção: +26.937 postos
- Indústria: +18.713 postos
- Agropecuária: +2.902 postos

Caged de abril: dados regionais
O mês também registrou saldo positivo na criação de vagas nas cinco regiões do país:
- Sudeste: +106.250 postos (+0,48%)
- Sul: +27.927 postos (+0,35%)
- Centro-Oeste: +25.002 postos (+0,66%)
- Nordeste: +11.166 postos (+0,16%)
- Norte: +10.840 postos (+0,52%)
Das 27 Unidades da Federação, 23 registraram saldo positivo, com destaque para São Paulo, que teve a maior criação em números absolutos, com saldo de 54.910 pontos a mais que em março, e Goiás, com maior alta em termos relativos, de Goiás, que aumentou o estoque de vagas em 0,84%, ou 11.925 postos.
Na outra ponta, o destaque negativo foi Alagoas, que liderou tanto em números absolutos, com fechamento de 4.062 postos, como em relativos, com queda de 1,03% no estoque.
Os dados do Caged são diferentes dos números da Pnad Contínua, divulgados mais cedo, porque levam em conta apenas os empregos formais, informados eletronicamente ao Ministério do Trabalho pelos próprios empregadores, enquanto o IBGE utiliza também o trabalho informal em seu levantamento.
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