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Brasil liderará expansão de data centers na América Latina até 2035

Brasil liderará expansão de data centers na América Latina até 2035

País adicionará 86,4 TWh de carga, equivalente a 9% da demanda total de energia, segundo projeção da Wood Mackenzie

O Brasil se consolidará como líder no desenvolvimento de data centers na América Latina nos próximos anos, adicionando 86,4 Terawatts-hora (TWh) de carga até 2035, o que representa 9% da demanda total de energia do país. A projeção consta em relatório da consultoria Wood Mackenzie sobre o setor elétrico regional.

A expansão brasileira supera significativamente outros mercados latino-americanos. No Chile, a expectativa é de 5,2 TWh, equivalente a 4% da demanda total, enquanto na Argentina os data centers e setores emergentes como hidrogênio verde e veículos elétricos devem representar 5,2 TWh, ou 3% do consumo energético total.

Transição energética

O crescimento dos data centers ocorre em paralelo à transição energética do país. As energias renováveis responderão por 87% da geração total brasileira em 2035, com adição de 79,6 GW de capacidade. “A expansão inclui 25,2 GW de energia solar de grande porte, 32,9 GW de solar distribuída e 21,5 GW de energia eólica”, destacam os analistas da Wood Mackenzie.

Na região, o foco em energias limpas é comum aos principais mercados. No Chile, solar e eólica onshore representarão 54% da capacidade total, com 12,4 GW de solar e 5,5 GW de eólica planejados. A Argentina também avança nessa direção, com solar (7,3 GW) e eólica (5,2 GW) compondo 56% da nova capacidade.

O México, por sua vez, atravessa um momento de inflexão. O país incluiu no Plano de Desenvolvimento do Setor Elétrico (PLADESE) um mandato de 30% de armazenamento de energia para novos projetos renováveis, mas o gás natural continuará dominando a matriz de geração na próxima década.

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A dinâmica do gás natural na região também está em transformação. “A expansão da produção doméstica de gás da Argentina a transformará de importadora sazonal em fornecedora durante todo o ano para mercados regionais e internacionais”, afirmam os analistas da consultoria.