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Setor público tem déficit primário de R$ 20,089 bi em novembro, informa BC

Setor público tem déficit primário de R$ 20,089 bi em novembro, informa BC

O setor público reportou déficit primário de R$ 20,089 bilhões em novembro, segundo levantamento do Banco Central do Brasil (BC). Conforme a autoridade monetária, o saldo havia sido positivo em R$ 27,095 bilhões em outubro, e a mediana previa déficit menor, de R$ 16 bilhões. Os dados foram divulgados ao mercado na manhã desta quinta-feira […]

O setor público reportou déficit primário de R$ 20,089 bilhões em novembro, segundo levantamento do Banco Central do Brasil (BC).

Conforme a autoridade monetária, o saldo havia sido positivo em R$ 27,095 bilhões em outubro, e a mediana previa déficit menor, de R$ 16 bilhões.

Os dados foram divulgados ao mercado na manhã desta quinta-feira (29).

Gráfico mostra avanço do déficit do setor público pelo BC.

Setor público tem déficit

De acordo com o relatório, o déficit de R$ 20,1 bilhões é contra o superávit de R$ 15 bilhões em novembro de 2021.

O Governo Central e os governos regionais apresentaram, na ordem, déficits de R$ 16,5 bilhões e de R$ 3,7 milhões, e as empresas estatais, superávit de R$ 145 milhões.

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Nos doze meses encerrados em novembro, o superávit primário do setor público consolidado atingiu R$ 137,9 bilhões, equivalente a 1,41% do PIB.

Gráfico mostra avanço do déficit do setor público pelo BC.

Juros

O BC destaca, ainda, que os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$ 50,3 bilhões em novembro de 2022, comparativamente a R$ 41,6 bilhões em novembro de 2021.

Nos doze meses acumulados até novembro, os juros nominais somaram R$ 581,8 bilhões (5,95% do PIB), comparativamente a R$ 418,0 bilhões (4,74% do PIB) nos doze meses até novembro de 2021.

Além disso, o resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 70,4 bilhões em novembro de 2022. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$ 443,9 bilhões (4,54% do PIB), elevando-se 0,42 p.p. em relação ao déficit acumulado até outubro de 2022.

DLSP X DBGG

A DLSP atingiu 57,0% do PIB (R$ 5,6 trilhões) em novembro, mantendo-se estável em relação ao mês anterior (57,0% do PIB). Para esse resultado contribuíram os juros nominais apropriados (+ 0,5 p.p.), o déficit primário (+0,2 p.p.), o crescimento do PIB nominal (-0,4 p.p.), e o efeito da variação da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida (-0,3 pp.).

No ano, o aumento de 1,2 p.p. na relação DLSP/PIB foi influenciado pelos juros nominais apropriados (+5,4 p.p.), pelo efeito da variação da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida (+1,5 p.p.), pela valorização cambial acumulada de 5,1% (+0,8 p.p.), pelo crescimento do PIB nominal (-5,1 p.p.) e pelo superávit primário acumulado (-1,4 p.p.).

A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 74,5% do PIB (R$ 7,3 trilhões) em novembro de 2022, redução de 0,5 p.p. do PIB no mês. Essa evolução decorreu principalmente dos resgates líquidos de dívida (-0,8 p.p.), do efeito do crescimento do PIB nominal (-0,5 p.p.) e dos juros nominais apropriados (+0,7 p.p.).

No acumulado no ano, a redução de 3,8 p.p. refletiu o impacto do crescimento do PIB nominal (-7,1 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (-3,2 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada (-0,3 p.p.) e dos juros nominais apropriados (+6,8 p.p.).

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