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BC: crédito ampliado cai 1,3% em janeiro, para R$ 14,6 trilhões

BC: crédito ampliado cai 1,3% em janeiro, para R$ 14,6 trilhões

O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro ficou em R$ 14,6 trilhões (147,6% do PIB), uma queda de 1,3% no mês, devido principalmente à redução dos títulos da dívida pública, -3,3%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central. Participe do Invista lá Fora, evento gratuito e online da EQI em […]

O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro ficou em R$ 14,6 trilhões (147,6% do PIB), uma queda de 1,3% no mês, devido principalmente à redução dos títulos da dívida pública, -3,3%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central.

Na comparação interanual, com janeiro de 2022, o crédito ampliado cresceu 8,2%, prevalecendo as elevações da carteira de empréstimos do SFN, 13,9%, e dos títulos de dívida, 8,1%.

O crédito ampliado a empresas atingiu R$ 5,1 trilhões (51,2% do PIB), com redução de 1,3% no mês, influenciada pela diminuição nos empréstimos do SFN, -2,0%, e da dívida externa, -1,4%.

Em relação a janeiro de 2022, a expansão de 9,9% do crédito ampliado a empresas refletiu principalmente os aumentos de 25,1% em títulos de dívida e de 9,4% na carteira de empréstimos e financiamentos do SFN.

O crédito ampliado às famílias alcançou R$ 3,5 trilhões (35,1% do PIB) em janeiro, com variações de 1,5% no mês e de 17,8% em doze meses, em função do incremento nos empréstimos do SFN.

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Operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN)

O saldo do crédito do SFN alcançou R$ 5,3 trilhões em janeiro, redução de 0,3% no mês. O volume de crédito para as empresas diminuiu 2,4% ao totalizar R$ 2,1 trilhões, enquanto para as famílias houve crescimento de 1,1%, atingindo R$ 3,2 trilhões.

Na comparação interanual, o crédito total cresceu 13,6% em janeiro, ante 14,0% no mês anterior. Na mesma base de comparação, o saldo com as empresas desacelerou para 7,9%, ante 9,0% no mês anterior. Em sentido contrário, o volume de crédito às famílias cresceu 17,8% nos doze meses até janeiro, comparativamente a 17,7% em dezembro do ano anterior.

O volume das operações de crédito com recursos livres para pessoas jurídicas somou R$ 1,4 trilhão em janeiro, decréscimo de 3,5% no mês e expansão de 8,1% em doze meses, desacelerando em relação a dezembro do ano anterior, 10,1%. Esse resultado decorreu, principalmente, da diminuição sazonal das carteiras de desconto de duplicatas, 15,7%, e de antecipação de faturas de cartão de crédito, 10,2%.

O saldo do crédito com recursos livres às pessoas físicas totalizou R$1,8 trilhão em janeiro, mantendo a trajetória de elevação observada em meses anteriores, com incrementos de 1,1% no mês e de 17,6% em relação a janeiro do ano anterior. 

Esse desempenho mostrou-se bastante disseminado entre as modalidades de crédito livre às pessoas físicas, com destaque para o crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, 2,5%; crédito consignado para trabalhadores do setor público, 1,0%; cartão de crédito rotativo, 4,0%; crédito pessoal não consignado, 1,1%; e cheque especial, 9,0%.

O volume de crédito direcionado atingiu R$ 2,2 trilhões em janeiro, com expansão de 0,5% no mês e de 14,2% comparativamente ao mesmo período do ano anterior. O crédito direcionado às empresas diminuiu 0,3% no mês e cresceu 7,5% em doze meses, atingindo R$ 736,5 bilhões, enquanto o crédito direcionado às famílias totalizou R$ 1,4 trilhão, com avanço mensal de 1,0% e de 18,0% em doze meses.   

As concessões nominais de crédito somaram R$ 466,7 bilhões em janeiro. Nas séries com ajuste sazonal, o fluxo de contratações cresceu 5,5% no mês, com elevações de 1,2% para pessoas jurídicas e de 7,3% nas com pessoas físicas. No desempenho interanual, as concessões nominais variaram 20,8% em janeiro, com incrementos de 18,8% nas contratações com empresas e 22,3% com as famílias.

Dados do Indicador de Custo do Crédito (ICC)

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do SFN, atingiu 21,9% a.a., elevando-se 0,4 p.p. no mês e 3,0 p.p. em 12 meses. No crédito livre não rotativo, o ICC situou-se em 28,2% a.a., estável em janeiro e alta de 3,2 p.p. em 12 meses. Apesar da diminuição de 0,3 p.p no mês, o spread geral do ICC. acumulou elevação interanual de 0,9 p.p.

A taxa média de juros das novas contratações realizadas em janeiro atingiu 31,2% a.a., com altas de 1,1 p.p. no mês e de 5,6 p.p. em doze meses. O spread bancário das novas contratações registrou elevação de 1,2 p.p. no mês e 3,9 p.p. em doze meses, situando-se em 20,5 p.p.

Nas operações de crédito com recursos livres, a taxa média de juros atingiu 43,5% a.a. em janeiro, com avanços de 1,8 p.p. no mês e de 8,2 p.p. em doze meses. Nas contratações com as empresas, a taxa média de juros situou-se em 25,3% a.a. (+2,2 p.p. no mês e + 4,0 p.p. em doze meses), enquanto nas realizadas com as famílias, a taxa média de juros alcançou 56,6% a.a. (+1,2 p.p. no mês e + 10,3 p.p. em doze meses).

A inadimplência da carteira de crédito do SFN atingiu 3,2% em janeiro, alta mensal de 0,2 p.p. e interanual de 0,7 p.p. Esse movimento refletiu os incrementos mensais de 0,3 p.p. nas operações de crédito com recursos livres, para 4,5%, e de 0,1 p.p. nas de crédito direcionado, para 1,3%.

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Agregados monetários

A base monetária encerrou o mês de janeiro em R$ 413,5 bilhões, redução de 1,5% no mês e de 1,1% em doze meses. No mês, o volume de papel-moeda em circulação e as reservas bancárias diminuíram 0,9% e 4%, respectivamente.

Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, foram contracionistas as operações com derivativos, R$ 16,1 bilhões; com títulos públicos federais, R$ 812 milhões (resgates líquidos de R$ 211,8 bilhões no mercado primário e vendas líquidas de R$ 212,6 bilhões no mercado secundário); e as de Redesconto e de Linhas de Liquidez, R$ 11,2 bilhões.

Em contraponto, impactaram de maneira expansionista as operações do setor externo, R$ 3 bilhões; as do Tesouro Nacional, R$ 6,6 bilhões; e os depósitos de instituições financeiras, R$ 297 milhões (liberação de recursos de caderneta de poupança, +R$1,7 bilhão,  de  depósitos de garantia em espécie vinculadas a Linhas Financeiras de Liquidez – LFL, +R$ 3,1 bilhões, de recursos do Proagro, +R$ 419 milhões, recebimento de depósitos voluntários a prazo, -R$ 4 bilhões e recolhimento de depósitos a prazo, -R$ 724 milhões).

Os meios de pagamento restritos (M1) alcançaram R$ 591,2 bilhões em janeiro, decréscimo de 7,3% no mês, resultante das reduções do papel-moeda em poder do público e dos depósitos à vista em 3% e 10,9%, respectivamente. Considerando-se dados dessazonalizados, o M1 cresceu 2,3% no mês.

O M2 diminuiu 1,3% no mês, com saldo total de R$ 5,0 trilhões, refletindo as quedas de 7,3% no saldo do M1 e de 2,6% no saldo dos depósitos de poupança, que totalizou R$ 973 bilhões, após resgates líquidos de R$33,6 bilhões. O saldo dos títulos emitidos por instituições financeiras aumentou 0,2%, totalizando R$ 3,5 trilhões, reflexo das altas de 0,6% no saldo das letras de crédito (LCA e LCI) e de 0,2% no das letras financeiras.

O M3 declinou 0,3% no período, totalizando R$ 9,6 trilhões, reflexo da queda do M2 e do recuo de 29,5% no saldo das operações compromissadas com títulos privados. No mês, o saldo das quotas de fundos do mercado monetário avançou 1,1% no mês (R$4,4 trilhões). O M4 recuou 0,5% no mês, totalizando R$ 10,6 trilhões. Em 12 meses a variação alcançou 12,2%.

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