O agro deve tomar fôlego até o final do ano. Ao menos é isso o que indica o IBC-Br, divulgado pelo Banco Central (BC) no dia 17 de julho de 2023.
Trata-se do Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil, e ele apontou queda de 2% na atividade econômica. Também mostra que o agronegócio perdeu força em maio, sendo que no primeiro trimestre de 2023 foi este segmento que “puxou” o país.
O recorte econômico surpreendeu o mercado, mas especialistas afirmam que este é um indicador mensal, logo, como a safra é sazonal, o setor voltará com força. Isso porque, neste momento, o agro está em fase de transição.
Vale lembrar que no intervalo entre janeiro e março o PIB geral cresceu 1,9% e o da agropecuária, 21,6%.
Tendo isso no panorama, a expectativa é que o agro comece a subir os ponteiros, embora tenha tido, supostamente, um revés recentemente, e, assim, lá para o fim do ano ele esteja com força total.
Agro deve retomar fôlego
Levantamento do Valor Econômico aponta que na safra 2022/23 o Brasil teve uma colheita recorde de grãos – a produção chegará a 317,6 milhões de toneladas, segundo a estimativa mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A oferta, portanto, será alta como nunca.
O jornalão lembra que o IBC-Br não apura com precisão o segmento agro, justamente por conta de suas nuances. Ele é importante, precisa ser observado metodicamente, mas em se tratando do agronegócio há outros indicadores que melhor refletem o setor.
Também traz que outro retrato do desempenho do agro aparece no Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), elaborado pelo Centro de Estudos do Agronegócio, da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), e acrescenta que a melhoria do quadro para a agroindústria ainda não se firmou.
Isso porque o segmento oscilou entre altas e baixas em todos os cinco primeiros meses de 2023. Na avaliação dos pesquisadores do FGV Agro, faltam condições para uma retomada mais firme – e na lista de empecilhos, os autores citam “a elevada taxa de juros e, naturalmente, o aumento do endividamento e inadimplência das famílias.
Juros e endividamento
Essa dobradinha, juros e endividamento, inclusive, tem tirado o sono do empresariado. Acontece que com a Selic em 13,75% ao ano, o custo do crédito encarece e as famílias perdem poder de compra. É um efeito cascata, implementado pela autoridade monetária para conter a inflação.
A iniciativa deu resultado e o mercado precifica que o BC comece o ciclo de corte de juros já em agosto, ante previsão anterior que marcava setembro.
3Tentos
Da carteira small caps do BTG (BPAC11), a ação da 3Tentos (TTEN3) tem potencial para valorizar 51%, segundo o banco de investimentos.
“A empresa oferece uma nova forma de atuar em um dos setores mais dinâmicos e promissores do Brasil, permitindo que os investidores adicionem exposição à cadeia agrícola com base no que acontece antes da fazenda”, disse.
E acrescentou que ao oferecer uma plataforma integrada de varejo de insumos agrícolas, trading e transformação em farelo e óleo/biodiesel, a 3tentos é capaz de trazer valor aos seus clientes, prestando não apenas serviços para que o produtor rural possa cultivar suas terras, mas também a conveniência de ser o principal comprador na conclusão da colheita.
“Este modelo de negócio integrado é exclusivo desta indústria, e está em torno de onde acreditamos que a 3tentos construiu a maior parte de suas vantagens competitivas. Ao criar um mecanismo que fideliza os seus clientes, a 3tentos está sendo capaz de replicar este modelo para crescer além de suas fronteiras regionais, oferecendo uma história promissora de crescimento em um mercado grande, mas ainda não consolidado”, frisou.
O banco de investimentos tem recomendação de compra com preço-alvo em R$ 20.
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