A LTN é um dos nomes mais conhecidos do mercado de títulos públicos no Brasil. A sigla significa Letra do Tesouro Nacional e, hoje, corresponde ao papel chamado de Tesouro Prefixado na plataforma do Tesouro Direto.
Em outras palavras, quem pesquisa por LTN está, na prática, buscando entender como funciona o título prefixado do Tesouro Nacional.
Esse é um título voltado a quem quer saber, no momento da aplicação, qual será a taxa contratada até o vencimento. Se o investidor mantiver o papel até a data final, ele já conhece a lógica de rentabilidade desde a compra.
Por isso, a LTN costuma chamar a atenção de quem busca previsibilidade e quer travar uma taxa prefixada.
O que é a LTN

LTN é a sigla para Letra do Tesouro Nacional, título público federal emitido pelo governo brasileiro. No Tesouro Direto atual, esse papel aparece com o nome de Tesouro Prefixado. A remuneração é definida no momento da compra, o que diferencia esse título dos papéis atrelados à Selic ou à inflação.
Na prática, ao investir em uma LTN, o investidor empresta dinheiro ao governo e recebe em troca uma rentabilidade prefixada. Isso significa que, se carregar o título até o vencimento, saberá exatamente qual taxa contratou. O que pode variar no meio do caminho é o preço de mercado do papel, caso haja venda antecipada.
LTN e Tesouro Prefixado são a mesma coisa?
Sim. No ambiente atual do Tesouro Direto, a LTN é o papel chamado de Tesouro Prefixado. Já a antiga NTN-F corresponde ao Tesouro Prefixado com Juros Semestrais. O próprio regulamento do programa usa essa equivalência de nomenclaturas.
Esse ponto é importante porque muita busca no Google ainda acontece pela sigla antiga. Por isso, faz sentido tratar o tema como LTN, mas sem deixar de explicar ao leitor que o nome usado hoje na plataforma oficial é outro.
Como a LTN funciona
O funcionamento da LTN é simples: o investidor compra o título por um determinado preço e, no vencimento, recebe o valor de face combinado, conforme a taxa prefixada contratada. O ganho está na diferença entre o preço pago hoje e o valor recebido no futuro.
Isso dá previsibilidade para quem consegue manter o papel até o fim. Mas essa previsibilidade vale para o vencimento, não necessariamente para o caminho até lá. Se o investidor precisar vender antes, o valor do título dependerá do preço de mercado na data da venda.
Quais são os tipos de Tesouro Prefixado

Hoje, o Tesouro Direto trabalha com duas grandes modalidades prefixadas:
Tesouro Prefixado (LTN)
É o título mais direto. O investidor aplica e recebe o principal com a rentabilidade acumulada de uma só vez no vencimento. É o formato mais associado à antiga LTN.
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F)
Nesse caso, há pagamentos periódicos de juros ao longo do investimento, a cada seis meses, além do principal no vencimento. Essa modalidade costuma fazer mais sentido para quem busca fluxo de renda no período, e não apenas acumulação.
Quando a LTN pode fazer sentido
A LTN tende a fazer mais sentido para quem tem uma meta com data relativamente clara e acredita que a taxa prefixada contratada é atrativa para aquele horizonte. Em termos práticos, é um título que costuma combinar melhor com objetivos em que o investidor consegue carregar o papel até o vencimento.
Ela também pode ser interessante em cenários em que o investidor avalia que a taxa disponível hoje compensa o risco de travar o retorno. Nessa situação, o papel oferece previsibilidade maior do que um pós-fixado.
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O que deve ser analisado antes de investir em LTN
Antes de comprar uma LTN, o investidor precisa olhar para dois pontos centrais: prazo e cenário de juros.
O prazo importa porque a previsibilidade do título funciona melhor quando ele é mantido até o vencimento.
Já o cenário de juros importa porque a LTN sofre com a marcação a mercado. Se os juros subirem depois da compra, o preço do título tende a cair no mercado secundário.
Se o investidor vender antes do vencimento, pode receber menos do que imaginava — ou até menos do que investiu.
É possível ter perda em uma LTN?
Sim, mas isso normalmente está ligado ao resgate antecipado.
Se a LTN for mantida até o vencimento, a lógica é a da taxa contratada no momento da compra. O risco aparece quando o investidor vende antes. Nesse caso, entra a marcação a mercado: o papel passa a refletir as condições de juros do momento. Se a curva de juros estiver mais alta do que no dia da compra, o preço do título pode cair.
É justamente por isso que a LTN não deve ser tratada como sinônimo de “ganho garantido em qualquer situação”. O ganho previsível existe no vencimento, não necessariamente no meio do caminho.
Quais são os custos da LTN
A aplicação em LTN pode envolver três grupos principais de custos:
Taxa de custódia
O Tesouro Direto cobra 0,2% ao ano de taxa de custódia da B3 sobre os títulos, provisionada diariamente. Essa regra vale para Tesouro Prefixado, Tesouro Selic e Tesouro IPCA+, com regras específicas de isenção em alguns casos que não mudam a lógica da LTN em si.
Taxa da instituição financeira
Pode existir cobrança do banco ou corretora, embora hoje muitas instituições zerem essa taxa para atrair investidores. Isso varia conforme o agente de custódia.
Impostos
A LTN segue a tributação padrão da renda fixa:
- IOF para resgates em menos de 30 dias
- Imposto de Renda regressivo, de acordo com o prazo da aplicação
Quais são as vantagens da LTN
A principal vantagem da LTN é a previsibilidade da taxa contratada no vencimento. Para o investidor que sabe quando vai usar o dinheiro e consegue manter o papel até o fim, isso facilita bastante o planejamento.
Outra vantagem é o baixo risco de crédito, já que se trata de um título emitido pelo Tesouro Nacional. No mercado brasileiro, títulos públicos federais são tratados como a referência de segurança de crédito. Isso não elimina oscilações de preço, mas coloca o papel em um patamar de risco muito baixo nesse quesito.
LTN ou Tesouro Selic?
Depende do objetivo.
A LTN faz mais sentido quando o investidor quer travar uma taxa prefixada e pode esperar até o vencimento. Já o Tesouro Selic tende a ser mais indicado para reserva de emergência ou situações em que há chance de resgate antes da hora, justamente porque sofre menos com marcação a mercado. Essa comparação é importante porque muitos erros de alocação surgem quando o investidor escolhe a LTN para objetivos que pediriam liquidez maior.
Tire as suas principais dúvidas sobre LTN
Confira as principais respostas das dúvidas sobre as LTNs:
LTN é a Letra do Tesouro Nacional, nome antigo do atual Tesouro Prefixado.
Sim. Hoje, na plataforma do Tesouro Direto, a LTN aparece como Tesouro Prefixado.
Não. A LTN tradicional paga no vencimento. Quem paga juros semestrais é o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F).
Pode haver perda se houver venda antecipada em um momento desfavorável de mercado, por causa da marcação a mercado.
Ela tem baixo risco de crédito, porque é um título público federal. Ainda assim, o preço pode oscilar antes do vencimento.
A taxa de custódia da B3 é de 0,2% ao ano.





