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Dossiê bonds: como investir na renda fixa do exterior. Confira aqui!

Dossiê bonds: como investir na renda fixa do exterior. Confira aqui!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

18 Mai 2022 às 10:20 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 11 min leitura

Redação EuQueroInvestir

18 Mai 2022 às 10:20 · 11 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

O que são Bonds e Por Que Investir Nisso

Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By ivankmit.

Investir em bonds pode ser uma ótima opção para quem busca segurança e previsibilidade em seus rendimentos. Além disso, possibilita dolarizar parte do patrimônio, já que se tratam de títulos internacionais.

Acompanhe nosso artigo para entender mais sobre essa alternativa de investimentos. Confira!

O que são bonds?

Muitas vezes nos deparamos com termos um pouco mais complicados no mercado financeiro. Certamente um deles são os bonds.

No entanto, seu conceito é mais simples do que parece, sendo possível fazer uma analogia com os investimentos disponíveis aqui mesmo no Brasil.

Bonds nada mais são do que os investimentos no mercado de renda fixa de outro país. Pronto, simples assim.

Claro que existem diversas ressalvas a serem feitas nesse sentido, mas em síntese quem investe em bonds está aportando seu capital em títulos de dívidas que remuneram o investidor com indexação a algum indicador de mercado.

Geralmente, esse índice é representado pela taxa básica de juros do país em questão. Essa é a principal razão pela qual os bonds fazem parte do mercado de renda fixa.

Quando o aporte é feito em títulos dessa natureza em outra nação externa ao Brasil, o papel recebe o nome de bond.

No entanto, é mais comum vermos o termo “bond” relacionado aos papéis de dívida de renda fixa lançados no mercado financeiro norte-americano.

Isso se deve em grande parte aos títulos públicos dos Estados Unidos chamados Treasury Bonds. Veremos mais à frente uma explicação mais detalhada acerca desses papéis, bem como dos outros tipos de bonds existentes.

Como os bonds funcionam?

Conforme vimos, os bons são títulos de renda fixa lançados em uma terra estrangeira. Isso quer dizer que o emissor do papel fez a operação para atender a um objetivo específico: a captação de recursos.

Quando uma empresa ou o governo quer aumentar seu caixa para cumprir despesas ou realizar investimentos, visando sua expansão, é normal buscar financiamento no mercado de crédito.

A princípio, existe a alternativa de tomar crédito bancário, mas muitas vezes o valor pago a título de juros não se mostra atrativo. É daí que surgem outras alternativas.

Uma delas é por meio do lançamento de títulos de dívidas, os bonds. Eles são um mecanismo completamente válido para realizar a captação de recursos de maneira direta, sem intermediários.

Ou seja, é possível conseguir levantar uma soma de dinheiro, fazendo um compromisso com o investidor sem ter a presença da instituição financeira. Como de costume, quanto mais intermediários, mais cara fica a operação.

Assim, no final das contas, a operação acaba se mostrando vantajosa tanto para o investidor quanto para o emissor do papel. Isso se reflete na remuneração paga a título de juros.

Quando alguém investe seu dinheiro em um bond, está emprestando dinheiro a juros para o emissor. Este se compromete a devolver o dinheiro aplicado (principal) acrescido de uma taxa de juros.

Normalmente, a remuneração obedece algum indicador financeiro: taxa básica de juros do país, inflação, etc. De qualquer modo, o recurso investido deve ser devolvido em valor maior.

Há também que se considerar que esse pagamento pode ocorrer de diversas maneiras. Tanto o montante pago totalmente ao final do período como também no formato de pagamentos de juros semestrais.

O investidor precisa analisar o bond que está comprando para entender se faz sentido para sua carteira de investimentos.

Quais são os principais tipos de bonds existentes?

O mercado de bonds norte-americano é muito vasto. É possível encontrar diversas alternativas de investimentos com variadas taxas e prazos de pagamento, principalmente.

Dessa forma, vamos apresentar os principais tipos existentes e mencionar ainda outras modalidades, ressaltando que uma pesquisa com o auxílio de um assessor de investimentos pode mostrar ainda mais alternativas.

Veja a seguir 3 tipos de bonds disponíveis no mercado financeiro dos Estados Unidos. Acompanhe.

Treasury Bonds

Os Treasury Bonds também são conhecidos por seu nome abreviado de T-Bonds. Eles são títulos de dívida pública emitidos pelo governo americano.

Sua principal característica é possuir prazos bastante alargados.

Geralmente, o T-Bond de menor prazo encontrado no mercado é de 10 anos, com uma distribuição de papéis atuais com prazo de 30 anos de vencimento.

No entanto, o investidor não precisa esperar tanto tempo para ver os frutos de seu investimento render. É possível optar pelo pagamento semestral de juros. Assim, a cada 6 meses o investidor recebe os juros acumulados.

Para quem deseja investir em bonds mais curtos, o governo americano tem outras opções também. Uma delas é o T-Bill que tem vencimento curto de no máximo 1 ano.

Outra alternativa é o T-Note. Esse papel tem uma periodicidade média de vencimento, chegando a 10 anos no máximo.

Vale lembrar que quanto maior for o prazo, maior é a volatilidade do título no mercado secundário para o resgate antecipado.

Perceba que todo o mecanismo de funcionamento se parece muito com o brasileiro. Estamos falando dos títulos de dívida do governo brasileiro disponível na plataforma do Tesouro Direto.

Já o mecanismo de liquidação antecipada por aqui se chama “marcação a mercado”.

Corporate Bonds

Já os corporate bonds são papéis de remuneração do mercado de renda fixa emitidos por companhias privadas. Se assemelham muito aos nossos CRIs, CRAs e debêntures.

No caso do mercado americano, é possível encontrar uma quantidade muito grande de prazos e vencimentos, bem como em relação ao modelo de remuneração.

Nesse sentido, há papéis chamados “convertible”. Eles podem ser convertidos em ações da companhia que os emitiu. Repare que seu funcionamento é análogo ao processo ocorrido com nossas debentures conversíveis.

Já quando o tema é o pagamento dos juros dos títulos (ou seja, a remuneração), os corporate bonds podem ter cupons de pagamentos semestrais e anuais para que o investidor receba seu rendimento enquanto mantém o papel.

Mas há também aqueles que não têm cupons. Nesse caso, o investidor só recebe a remuneração de seu corporate bond ao final do período contratado. Ou seja, apenas no vencimento do título.

Saving Bonds

Por fim, temos outro tipo especial de bonds americanos, os saving bonds. Eles são uma modalidade diferenciada de título de dívida pública dos Estados Unidos.

Isso se dá porque o valor captado por meio deles deve ser destinado obrigatoriamente para o pagamento de empréstimos contraídos pelo governo dos EUA.

Pode parecer um tanto quanto estranho tomar um empréstimo para pagar outro, mas isso convém quando a troca de dívida é feita de modo que a segunda tenha juros menores que a primeira.

Além disso, os saving bonds apresentam outras características particulares. Uma delas é que não é possível receber os juros advindos da remuneração do papel até que ele alcance seu vencimento. Ou seja, não há cupons.

Outro ponto intrínseco a esse título é a impossibilidade de transferência de titularidade. Assim, não é possível adquiri-los de outra pessoa nem vender a outrem um papel comprado do emissor.

Em outras palavras, não há mercado secundário nesse tipo de papel. Apenas o proprietário de um saving bond pode resgatá-lo.

Quais são as vantagens de investir em bonds?

Existem vários aspectos positivos ao investir em bonds. O primeiro deles é que são títulos de renda fixa, o que ajuda a trazer mais previsibilidade para um portfólio de investimentos.

Além disso, são emitidos em outro país, o que torna parte da carteira exposta ao risco de outros países. Logicamente, esse benefício é melhor aproveitado quando o investimento é feito em nações com economia forte.

Nesse sentido, os Estados Unidos representam uma grande oportunidade.

Quando os títulos são emitidos por seu governo, há confiança de sobra no mercado, pois são os papéis mais seguros do mundo.

Já quando os bonds vêm de companhias privadas, é preciso fazer uma análise da qualidade do emissor. Não raro estamos falando de empresas multinacionais centenárias já consolidadas há muito tempo.

Além de tudo isso, há também a grande vantagem de dolarizar parte do patrimônio. Ao investir em bonds americanos, o recurso passa a ser atrelado ao dólar, a moeda de maior importância no cenário mundial.

Assim, o dinheiro do investidor pode sofrer uma valorização juntamente com o câmbio, mesmo que a remuneração do bond seja pré determinada por pertencer ao mercado de renda fixa.

Percebeu o possível ganho?

Por fim, a grande variedade de títulos do mercado americano ajuda a fazer uma escolha de acordo com o planejamento do investidor.

É possível encontrar praticamente todo tipo de vencimento e várias formas de remuneração em bonds americanos. Isso dá maior flexibilidade na programação dos investimentos, mesmo em se tratando do mercado de renda fixa.

Quais são os riscos envolvidos no investimento em bonds?

Quando falamos de renda fixa, os riscos são menores do que os riscos da renda variável, logicamente. No entanto, não se pode falar que são inexistentes.

Em se tratando especificamente de bonds americanos, é preciso observar que é o emissor do título, pois o risco se concentra principalmente no risco de crédito. Isso é referente à capacidade de pagamento de quem emitiu o papel.

Como há diferentes tipos de bonds, cada um precisa ser visto de forma individual.

No caso dos títulos emitidos pelo governo americano, a segurança é muito grande, pois se tratam dos papéis mais seguros do planeta.

Já quando os papéis são referentes a algum corporate bond, o risco de crédito se concentra na empresa privada emissora do título.

Nesse caso, a avaliação precisa ser mais criteriosa, pois diferentemente do Brasil, não há nos Estados Unidos alguma entidade que assegure o ressarcimento de capital em caso de falência do emissor do papel.

Estamos falando do nosso Fundo Garantidor de Crédito, o FGC. Não há paralelo nos EUA, tenha sempre isso em mente!

No entanto, muitas companhias americanas são centenárias e muito consolidadas no mercado mundial. Exemplos disso são a Coca-Cola, Nike e empresas de tecnologia, como Google e Microsoft.

Além disso, existe a possibilidade de contar com as notas de risco atribuídas pelas agências de classificação.

Como é possível avaliar a qualidade de um determinado bond?

É comum que um investidor busque por garantias em seus investimentos. No caso dos bonds não poderia ser diferente.

Sendo assim, vale a pena falar a respeito de como o investidor pode se sentir seguro ao investir em bonds.

No caso dos Treasury bonds, a garantia é indireta e vem do próprio governo norte-americano. Estamos falando dos papéis tido como os mais seguros do mundo, com baixíssimo risco de calote.

Já quando os bonds são emitidos por companhias privadas (assim como ocorre com as debêntures aqui no Brasil) é preciso avaliar a qualidade do emissor no mercado.

Isso quer dizer que será necessário observar os dados contáveis da empresa em questão. É preciso ter algum conhecimento contábil para interpretar os resultados da companhia.

Saber se o endividamento não está alto é uma ótima referência, além da reputação da empresa em relação aos pagamentos passados.

Por fim, existe outro meio bastante eficiente de determinar a qualidade de um bond lançado no mercado. É por meio das agências de classificação de risco. Elas indicam quão confiante pode ser um bond atribuindo uma nota ao papel.

As principais agências que fazem esse tipo de avaliação são a Moody’s, Fitch e S&P. Elas também são conhecidas como “casas de rating” e suas notas vão desde triple A (AAA), a mais segura, até single D, a mais arriscada.

Como investir em bonds?

Para quem tem interesse em investir em bonds, saiba que é perfeitamente fazê-lo mesmo tendo residência aqui no Brasil. Para isso, é preciso abrir conta em uma corretora no exterior.

No caso dos EUA, é preciso fazer o câmbio do dinheiro para dólares logo após que a conta estiver aberta. Depois disso, o dinheiro estará disponível e todo o mercado financeiro americano estará disponível, não só os bonds.

Contar com uma ajuda especializada faz muita diferença nesse momento, pois as regras que se aplicam aos EUA são diferentes das regras brasileiras.

Além disso, é preciso avaliar bem o bond que se tem interesse, principalmente se ele for emitido por uma empresa privada.

Os bonds do governo americano apresentam maior segurança, e por isso costumam remunerar menos. Em contrapartida, bonds privados têm maior risco e podem pagar mais juros ao investidor.

(Por Ronaldo Araújo)

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