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Criptomoedas: o que é proof of stake? Descubra aqui!

Criptomoedas: o que é proof of stake? Descubra aqui!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

02 Fev 2022 às 17:37 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

02 Fev 2022 às 17:37 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

proof of stake

Reprodução/Pixabay

O proof of stake surgiu como forma de melhorar o mecanismo de prova de consenso de uma rede blockchain. Esse processo é necessário para dar autenticidade a uma moeda virtual. É assim que o problema do gasto duplo é evitado, pois do contrário uma mesma quantidade de criptoativo poderia ser gasta mais de uma vez.

Este artigo fala melhor a respeito desse tema. Ao ler o texto, você entenderá melhor o que é a problemática do gasto duplo e como ela foi resolvida. Saberá o que é a prova de consenso baseada em um algoritmo de proof of stake e como ele funciona de fato. Por fim, conhecerá os possíveis problemas ocasionados com o método e porque isso não pode acontecer a uma grande rede de uma criptomoeda.

Preparado para a leitura? Então prossiga!

O que é o problema do “gasto duplo”?

No mundo das criptomoedas não existe dinheiro físico. Isso é bem-sabido até mesmo por quem não investe nesse tipo de ativo.

Dessa forma, é natural de se esperar que os arquivos representativos das moedas digitais possam ser copiados. Isso acontece com qualquer documento digital, como um texto do Microsoft Word, por exemplo.

Se isso também pudesse ser feito com criptomoedas, a consequência seria o que se chama de gasto duplo: um mesmo “dinheiro” poderia ser utilizado mais de uma vez, caracterizando a fragilidade do sistema e falta de autenticidade.

Para que isso não ocorra, existe o mecanismo de prova de consenso. É por meio dele que a rede da qual faz parte um criptoativo valida uma transação entre os membros, indicando que um valor saiu de uma carteira e foi para outra.

Nesse momento, esse valor original deixa de existir para quem emitiu a transferência. Assim, a rede mantém a quantidade de criptomoeda única na rede, mantendo seu valor e garantindo sua validade.

Para que tudo isso funcione, é preciso utilizar um mecanismo de consenso na rede, conforme já informado. E um dos principais consensos usados atualmente é a prova de participação, também conhecida como proof of stake (PoS).

O que é o proof of stake?

O proof of stake é um dos principais algoritmos de consenso usados hoje em redes blockchain. Ele surgiu no ano de 2011 como uma alternativa ao método mais tradicional até então, o proof of work (PoW).

O PoW foi sugerido como uso de prova de consenso para a rede Bitcoin por Satoshi Nakamoto no white paper de 2008, que praticamente lançava a criptomoeda no mundo financeiro virtual.

De acordo com esse método, é preciso um poder computacional elevado para validar as transações da rede. A prática é chamada de mineração e os validadores da rede são os mineradores.

No entanto, como se tratam de supercomputadores, muita energia é consumida no processo, além de haver limite para o crescimento em níveis de hardware.

Nesse cenário surge o proof of stake, no qual não é necessário máquinas poderosas para fazer a validação. A prova de consenso é feita pelos próprios participantes por meio da alocação de seu patrimônio.

Esse tipo de mecanismo torna o processo muito escalável, além de permitir que um participante comum da rede obtenha recompensas percentuais sobre seu patrimônio pré-existente.

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Como o PoS funciona?

Enquanto no proof of work o fator mais relevante é o poder computacional, no proof of stake o que vale mesmo é o patrimônio de cada validador da rede.

Isso quer dizer que a prova de consenso é conseguida por meio dos próprios detentores da moeda da rede blockchain em questão.

Assim, é preciso que  o usuário interessado em participar dessa cadeia de validação faça o bloqueio de suas criptomoedas. A essa ação é chamada de staking.

Ou seja, uma vez bloqueados, os ativos digitais não poderão ser mais transacionados, até que sejam desbloqueados por seu proprietário.

Uma vez feito o stake, o patrimônio do investidor fica alocado para fazer provas de consenso na rede. Da mesma forma que no proof of work, os validadores das transações são recompensados a cada bloco validado.

Isso quer dizer que existe a possibilidade de geração de renda passiva em criptomoedas. Para que isso ocorra, são formados pools de liquidez.

Diversos participantes de patrimônio menor se unem para formar um conjunto grande de validadores.

A razão disso é que quanto maior for o patrimônio de um nó da rede, maiores serão as chances dele ser escolhido como o validador de determinado bloco e ganhar a recompensa pelo trabalho realizado.

Quais são os riscos do PoS?

Acompanhe a seguir os dois principais riscos do proof of stake.

Centralização

Esse risco atinge tanto o método de validação do proof of work quanto do proof of stake. Ele diz respeito ao fato de apenas alguns poucos validadores concentrarem a maior parte dos hashs de validação.

Isso quer dizer que a prova de consenso pode se tornar restrita a apenas alguns membros da rede. Existem pools de liquidez enormes, mas que têm poucos participantes.

No entanto, esse tipo de problema é atenuado no PoS, pois a barreira de entrada é bem menor. Não é necessário um grande investimento em máquinas, apenas a disponibilidade de “travar” as criptomoedas da carteira.

Ataque de 51%

Um ataque de 51% acontece quando um único membro da rede possui mais da metade de todos os ativos circulantes, ou tem o poder computacional desse percentual em blocos de mineração.

Assim, um único agente poderia burlar o sistema, validando operações que normalmente não seriam aprovadas, como as de gasto duplo, por exemplo.

Esse tipo de ação invalidaria toda uma rede de uma criptomoeda. No entanto, é muito difícil (quase impossível) que isso aconteça com ativos de grande capitalização de mercado.

Já com criptomoedas menores, esse problema pode ser mais evidente, já que grandes players do mercado têm capital suficiente para ter mais de 50% de todo o patrimônio circulante.

O proof of stake é uma evolução dos métodos de validação de transações em uma rede blockchain. Por meio de sua prova de consenso baseado no patrimônio dos próprios participantes da rede, o poder computacional é dispensado. Assim, a rede se torna mais eficiente, pois não é necessário gastar tanta eletricidade em um processo de validação.

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