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Consórcio e Selic: com taxa de juros alta, consórcios são opção atrativa de investimento

Consórcio e Selic: com taxa de juros alta, consórcios são opção atrativa de investimento

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

05 Mai 2022 às 19:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 3 min leitura

Redação EuQueroInvestir

05 Mai 2022 às 19:00 · 3 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Consórcio é melhor opção em alta de Selic

Reprodução/Pixabay

Quando estamos em momento de alta da Selic, é a melhor hora para optar por um consórcio de imóveis e de veículos? 

Os especialistas da EQI explicam a relação desta modalidade e a taxa de juros da economia brasileira. 

Entenda agora os impactos no seu bolso.

Subida da Selic força procura por alternativas ao financiamento 

A décima alta consecutiva da taxa Selic de 11,75% para 12,75% definida na reunião do Copom de maio deve encarecer as linhas de crédito tradicionais, como o financiamento nos próximos meses. 

Esse movimento fará com que os  consórcios se tornem uma opção mais interessante na hora de comprar um imóvel ou veículo, conforme explica Cauê Ostetto, head da área de consórcios da EQI Investimentos.

“A cada dois pontos percentuais de subida da taxa Selic, em geral, sobe 1 ponto percentual a linha de financiamento. O que antes era mais barato, agora, vai ficar mais caro, o que fará o brasileiro procurar novas linhas para a compra desses bens”, comenta.

Taxa Selic: gráfico com evolução

Taxas dos consórcios devem se manter estáveis

Já o aumento da taxa Selic não oferece impacto direto sobre a taxa cobrada pelas administradoras de consórcios. O que acontece é o efeito contrário nas correções, esclarece o head da EQI.

“Na prática, a Selic mais alta faz com que os índices de correção do consórcio como o INCC e IPCA fiquem mais baixos. O movimento a partir de agora deve ser de encarecimento do crédito do financiamento e uma procura maior pelas cartas de consórcio, que vão se manter estáveis no período”, comenta. 

foto de residência

Selic em alta: financiamento, consórcio ou investimento?

E quem tem dinheiro investido, quais as melhores estratégias para a compra de imóveis em momentos de alta da Selic? 

Neste caso, o head de renda fixa da EQI Investimentos, Denys Wiese, analisa as vantagens de comprar um imóvel à vista, financiado ou via consórcio. 

De acordo com ele, o cálculo para encontrar a melhor opção para a compra de um imóvel deve ser semelhante à análise de um investimento: comparando o quanto se está ganhando ou pagando de juros.

“Ao comprar à vista é preciso calcular o quanto se está deixando de ganhar em uma aplicação de renda fixa, por exemplo. Em tempos de alta de Selic, alguns ativos como um CDB podem pagar ao investidor em torno 14% a.a”, comenta o especialista. 

De acordo com ele, no financiamento, o Custo Efetivo Total da dívida pode chegar a 9% ou 10% a.a. No consórcio, a taxa de administração pode ficar em torno de 25% a 30% no período. 

“Ao diluir a taxa pelo prazo do consórcio, de longe, essa é a opção mais barata”, comenta Wiese. 

Momentos de alta de Selic tornam consórcio melhores opções

O head da EQI lembra que quando uma dívida estiver sujeita à taxa de juros de livre mercado atrelada à Selic, quanto menor a Selic, melhor. 

“Levando isso em consideração, momentos de alta da Selic são melhores para fazer um consórcio”, avalia Wiese.

No entanto, ele ressalta que os juros do financiamento não são a mercado, mas subsidiados pela Caixa Econômica Federal. 

“Quem preferir um financiamento, pode pegar recursos na Caixa e, assim, manter o dinheiro emprestado a juros em algum investimento de renda fixa. Outra opção é comprar um consórcio, que é a alternativa que sempre sai mais barata com relação ao financiamento”, finaliza.

  • Quer ter uma assessoria para entender melhor a relação entre consórcio e Selic? Preencha este formulário e um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para tirar todas as suas dúvidas!

 

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