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Como investir em criptoativos?

Como investir em criptoativos?

Matheus Gagliano

Matheus Gagliano

10 Mai 2022 às 12:26 · Última atualização: 10 Mai 2022 · 14 min leitura

Matheus Gagliano

10 Mai 2022 às 12:26 · 14 min leitura
Última atualização: 10 Mai 2022

como investir em criptoativos

Reprodução/Pixabay

O momento atual jamais foi tão promissor aos ativos digitais. Com isso, aumenta o interesse dos investidores. Daí muitos começam a perguntar e pesquisar no mercado de capitais a melhor sobre como investir em criptoativos.

Um sinal desse aumento da negociação de criptoativos é a abertura de capital da Coinbase, na bolsa de valores de Nova York, no ano passado. Esta foi a primeira empresa de criptografia a realizar um IPO.

Outro movimento considerável, de acordo com dados da CNBC, foi a ampliação de participação de bancos de investimentos de Wall Street, como o Goldman Sachs, a aprovação da operação do primeiro fundo negociado em bolsa nos Estados Unidos, vinculado ao bitcoin, que é uma das centenas de criptoativos disponíveis no mercado.

É preciso lembrar que todos as criptomoedas são criptoativos, porém nem todo criptoativo é, necessariamente, uma criptomoeda. Haja visto ativos digitais como o NTF – tokens não fungíveis, entre outros.

Porém, mesmo com toda a evolução do mercado de ativos digitais, também tem crescido, na mesma proporção, a vigilância regulatória em cima desses ativos. Aliado a isso, está a alta volatilidade de alguns ativos, o que leva alguns especialistas a apostarem em uma suposta desaceleração do mercado.

É o que apontam alguns deles. No ano passado, por exemplo, o bitcoin – um dos mais conhecidos criptoativos – chegou a atingir uma alta recorde de quase US$ 69.000 em novembro. Porém, pouco tempo depois, caiu para

Alguns especialistas acreditam que o bitcoin terá um declínio acentuado nos próximos meses chegou a US$ 50.000, quase 30% abaixo de seu pico registrado anteriormente. Nos bastidores do mercado, discute-se uma baixa com um declínio de 20% ou até mais com relação às altas recentes.

Porém, nem todos os especialistas que apontam para um pico na negociação acreditam que a criptografia encontrará seu limite neste ano. Yuya Hasegawa, analista de cripto do Bitbank, afirmara à CNBC que o maior fator de risco é a redução de estímulos pelo Fed (Federal Reserve), o banco central dos EUA.

Conforme o mercado da criptografia vai avançando, a participação do bitcoin no mercado tem caído. Com isso, outras moedas digitais, como o ethereum, tem tido um papel considerado mais preponderante.

Este é um movimento que deve continuar ocorrendo, à medida que os investidores cada vez mais buscam bolsões menores de criptografia na esperança de retornos mais atrativos.

Alguns dos ativos digitais a serem observados, apontam especialistas, são o Ethereum, solana, polkadot e cardano.

Em paralelo, os reguladores vêm atuando de forma intensiva diante dos criptoativos. A China, por exemplo, promoveu um banimento em todas as atividades relacionadas à criptografia. Além disso, as autoridades dos EUA têm reprimido alguns dos aspectos do mercado. Daí surge um dos pontos importantes de que a regulamentação seja uma questão-chave para o setor.

Outro ponto onde os especialistas devem se concentrar ao longo do ano são as stablecoins – tokens cujo valor está vinculado ao preço de ativos existentes, como o dólar. No entanto, o Tether, considetado o maior stablecoin do mundo, é particularmente controverso. Isso porque existem preocupações sobre se ele mantém ativos suficientes para justificar sua indexação ao dólar.

Como investir em criptoativos? Começando do zero

Antes de começar a considerar a investir em criptoativos, é preciso lembrar que estes são ativos considerados muito voláteis.

Inclusive, muito tem sido falado sobre uma possibilidade de “crash” do bitcoin, por exemplo. Como verificamos antes, alguns especialistas apostam que esse ativo especificamente pode experimentar um declínio preponderante futuramente.

Carol Alexander, professora de finanças da Sussex University, disse à CNBC, que projeta um valor de algo em torno de US$ 10.000 para o bitcoin. Se isso ocorrer, praticamente eliminará todos os ganhos nos últimos anos.

“Se eu fosse um investidor agora, pensaria em sair do bitcoin em breve, porque seu preço provavelmente cairá no próximo ano”, disse. A especialista baseia sua análise no fato de que o bitcoin “não tem valor fundamental” e serve mais como uma espécie de “brinquedo” do que como um investimento propriamente dito.

Alguns fatos recentes, provam a teoria de Alexander. Em 2018, por exemplo o bitcoin caiu algo em torno de US$ 3.000, após subir para quase US$ 20.000 alguns meses antes. Os defensores da criptomoeda afirmam que este movimento ocorre porque vem acontecendo a entrada de mais mais investidores institucionais no mercado.

Todd Lowenstein, estrategista-chefe de ações do braço de private banking do Union Bank , avaliou que o gráfico de preços do Bitcoin parece rastrear muitas bolhas e quebras de ativos históricos.

Muitos investidores usam o bitcoin como uma espécie de proteção para a elevação da inflação, causada por estímulos governamentais. Lowenstein acrescentou que há o risco de que o Fed atue de forma mais agressiva contra os criptoativos. Ele acentou que a maré de liquidez vem recuando. O que prejudicará desproporcionalmente as classes de ativos supervalorizadas e as áreas especulativas do mercado, incluindo criptomoedas.

ETF de bitcoin

Uma boa opção de investimentos em criptoativos é investir em ETFs indexados a eles. É o caso do primeiro ETF de Bitcoin da ProShares. O produto rastreia contratos futuros em vez de dar aos investidores exposição direta à própria criptomoeda.

Os contratos futuros são derivados financeiros que fazem com que o investidor venha a comprar ou vender um ativo numa data posterior e por um preço previamente acertado. Rastreando os preços futuros em vez do próprio bitcoin, os especialistas apontam que o ETF do ProShares pode ser muito não muito indicado, no entanto, para os operadores novatos.

Vijay Ayyar, vice-presidente de desenvolvimento corporativo e expansão global da Luno, afirmou que o ETF foi amplamente considerado como não muito favorável ao varejo. Isso porque os custos envolvidos na rolagem de contratos chegam a um patamar que varia de 5% a 10%.

Por isso, ele agora considera que o próximo passo a ser verificado são os ETFs à vista à vista. A Grayscale Investments, por exemplo, entrou com um pedido para converter seu bitcoin trust, que é o maior fundo de bitcoin do mundo, para um contrato de ETF à vista.

Criptomoedas

O debate sobre investimento em criptoativos vai, inevitavelmente, desaguar nas criptomoedas. Estes são ativos do mundo digital que revolucionaram a forma de lidar com o dinheiro de uma forma geral.

No início, as criptomoedas foram consideradas uma febre que logo passaria. Porém, o que se viu com o passar dos anos, foi um algo completamente diferente. Isto porque as criptomoedas se valorizaram enormemente e se consolidaram.

Isto ocorre graças ao fato de que o sistema de validação das criptomoedas é descentralizado. O que significa que não há controle do dinheiro por nenhum órgão de controle de valores mobiliários de nenhum país.

O resultado disso é que o sistema formal da economia, aos poucos, aderiu a esse sistema. Prova disso é que diversos bancos passaram a utilizar a tecnologia blockchain em suas transações – uma característica inerente aos criptoativos.

Criptomoedas mais promissoras

Existem diversas criptomoedas que são consideradas bastante atrativas. Vejamos algumas delas.

ADA

O Ada Cardano é um projeto extremamente ousado. Isso porque conta com sua própria rede blockchai. Sendo então um fator bastante considerável.

Além de proporcionar muita valorização, ele apoia a viabilização de instrumentos financeiros altamente sofisticados denominados smart contracts.

Estes apoiam operações de finanças em mercados de blockchain, dando segurança para todas as partes envolvidas.

No início do ano passado, o ADA estava valendo algo em torno de US$ 0,30. Porém, uma rápida escalada teve início e seu valor experimentou uma valorização de 720%, chegando a US$ 2,16.

Em maio, alcançou o seu pico, mas logo após teve início uma queda que durou até o início de julho. Como a volatilidade nesse tipo de mercado é considerado uma regra, uma nova alta foi verificada e o criptoativo atingiu um novo recorde de US$ 2,83.

SOL

O projeto Solana é outro projeto promissor. Isto porque muitos especialistas consideram ele revolucionário por si só. Por causa disso, ele é conhecido como “matador de Ethereum”, pois tem o potencial de rivalizar com os produtos dessa rede.

Em sua blockchain, rodam aplicações de finanças descentralizadas. Estas são conhecidas pela sigla DeFi. Até aí, não há tanta novidade. Os diferenciais residem nos custos transacionais. A título de comparação, enquanto o valor da rede Ether pode chegar a US$ 100 por transação, a Solana consegue o mesmo por apenas US$ 0,05.

Esse custo baixo provocou uma migração de operações e, como consequência, a rede que foi projetada para fazer 50 mil operações por segundo enfrentou um bug de sistema ao receber 400 mil transações em um único segundo.

Como comparativo, e para entender melhor a magnitude disso, a rede Ethereum faz algo em torno de 15 a 20 operações por segundo. Já a rede Bitcoin pode processar até 7 por segundo.

Como investir em criptoativos: vantagens e desvantagens

O site Seu Dinheiro, informou que os ativos digitais são cada vez mais procurados e hoje em dia, em termos como token, acaba entrando no vocabulário do investidor. Token, em tradução livre para a língua portuguesa, significa ficha ou símbolo.

Os tokens atuam no registro de um produto em uma determinada plataforma digital. O ponto forte é que os tokens provêm ao ativo uma autenticação virtual e mais segurança nas transações, por exemplo.

Por exemplo, um token bem conhecido é o NTF – sigla em inglês para tokens não fungíveis, ou seja, que não podem ser literalmente tocados ou transformados em ativos físicos.

Com o advento dos NFTs, há a possibilidade de que ativos digitais, que não poderiam ter um valor conferido a eles antes, podem passar a ter um valor determinado. Isto é possível graças ao que se chama de processo de tokenização de ativos virtuais.

A diferença de um momento para o outro é que as artes digitais, que eram comuns na internet, mas sem valor comercial, conseguem agora serem negociadas dentro do ambiente de negociação dentro das redes blockchain.

E o que são as redes blockchains? São tecnologias que atuam de forma descentralizada, armazenando os dados e transações das criptomoedas. São também um criptoativo. Pode ser considerado um livro de registro que pode ser público e imutável.

Outra vantagem dos criptoativos, de acordo com o site CCM, é o que diz respeito à privacidade e proteção de dados, duas preocupações consideradas importantes no mercado de criptomoedas.

Para invadir uma transação de criptoativos, um hacker precisará acessar as chaves privadas. Isso porque sem elas, não consegue romper a proteção da blockchain e da criptografia forte.

Quando comparado com um sistema bancário considerado convencional, ainda que um hacker consiga invadir o sistema, ele pode ter acesso a várias contas de uma vez só, caso obtenha sucesso.

Com os critpoaivos, isso não é possível. Além disso, o usuário pode criar endereços Bitcoin sem precisar incluir informações pessoais, tais como nome, endereço, telefone, etc, resguardando a privacidade das pessoas.

Desvantagens da criptomoeda

Porém, nem tudo são flores nos campos dos criptoativos. O site CCM, demonstra que, apesar de todo o avanço obtido, há riscos em investir nestes ativos.  

O primeiro deles, é a já conhecida e notória alta volatilidade. Isto porque os criptoativos, de uma foram geral, podem registrar uma mudança brutal e inesperada em um curto espaço de tempo. Muitos investidores, principalmente os menos experientes, não estão, muitas vezes, acostumados com essas flutuações intensas. Daí podem sofrer dissadores nas flutuações intensas dos critpoativos, tal como um navio navegando em mares violentos e mau humorados.

Com isso, podem ocorrer perdas imensas de patrimônio e dinheiro em alguns investidores. O que não é algo que pode ser considerado desejado e nem esperado.

Regulamentação falha

Outro problema dentro do segmento dos criptoativos é a ausência de uma regulamentação mais intensa e forte por parte dos governos dos países onde estes ativos são negociados.

Isto porque a forte criptografia combinada com anonimato e descentralização torna difícil o rastramento de usuários e pode acobertar alguns crimes como lavagem de dinheiro e outros problemas. Daí, ocorre que pessoas má intencionadas se utilizem desse mecanismo, pensado na proteção, seja utilizado para fins não desejáveis e que possam dar asas a crimes financeiros. Essa é uma questão que os governos precisam trabalhar. Manter as transações seguras, ao mesmo tempo em que impede que possam proliferar crimes financeiros como lavagem de dinheiro e outros.

Tá, e aí? O que isso significa para o investidor?

Como vimos, os investimentos em criptoativos, assim como todo investimento, requer conhecimento. Daí, o investidor que tem o interesse em enveredar pelo caminho dos criptoativos precisam:

– estudar o tema: conhecimento é praticamente a ferramenta fundamental e número 1 de todo investidor. Quanto mais se torna possível conhecer um tema, será mais fácil dominá-lo. E mais fácil também evitar riscos e a perda de patrimônio, algo que sempre trará muita dor de cabeça;

– Ser disciplinado e ter foco: investir requer também muitas disciplina e foco. Ocorrerá momentos em que, como vimos, os critptoativos apresentarão uma fora oscilação. É nesses momentos em que há a tendência de que, na pior fase, bata aquele sentimento de vender todas as posições. Afinal, muitos outros investidores estão fazendo isso… sem que se perceba, ao seguir esse movimento sem muita lógica e pensamento, estará seguindo o e chama no mercado financeiro de “efeito manada”. Ou seja: é uma espécie de comportamento de “ir conforme a maré”. Mas nem sempre ir junto com a onda é uma boa opção, pois da mesma forma com que o ativo cai, ele pode voltar a subir de uma forma rápida. Daí é interessante ter foco naquilo em que se está investindo e ter uma estratégia de investimento. Caso contrário, perdas podem ocorrer.

São informações importantes mas que podem parecer excessivas para quem está começando a colocar seu dinheiro em ativos digitais. Uma saída para aprender a lidar com os investimentos e ir aprendendo com eles, é contar com uma boa assessoria de investimentos.

A EQI Investimentos possui um time altamente qualificados de assessores para oferecer as melhores informações e táticas para ajudar ao investidores a obter o melhor investimentos com a diversificação de sua carteira de ativos.

A EQI tem como sócio o banco BTG Pactual (BPAC11), um dos mais importantes bancos de investimentos da América Latina, dando ao investidor um bom panorama sobre como investir em criptoativos.

A retomada das Criptos?
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