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Como fazer diversificação na renda fixa? Aprenda agora!

Como fazer diversificação na renda fixa? Aprenda agora!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

18 Fev 2022 às 18:12 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

18 Fev 2022 às 18:12 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

inversão da curva de juros

Reprodução/Pixabay

Concentrar investimentos em uma única aplicação não é um posicionamento inteligente, ainda que estejamos falando de um único mercado como a renda fixa. É preciso diversificação, pois assim diminui-se o risco do papel investido. Este artigo explica melhor como fazer a diversificação na renda fixa. Siga na leitura para entender tudo a respeito!

Porque a diversificação na renda fixa é tão importante?

As aplicações e o modo de investir no Brasil vem experimentando uma melhora significativa nos últimos anos. Isso tudo é fruto de uma educação financeira cada vez mais aprimorada que beneficia os brasileiros.

Nesse sentido, o conceito de diversificação está cada vez mais intrínseco às estratégias de investimento. Manter todo o patrimônio financeiro atrelados à apenas uma aplicação já é coisa do passado.

Pelo menos se falarmos das alocações mais inteligentes. Infelizmente ainda há muito dinheiro na poupança, mas o cenário vem mudando ao longo do tempo.

Dessa forma, convém que o investidor aloque seu capital em diferentes investimentos, ainda que ele esteja apenas em um tipo de mercado.

Isso é o que acontece com quem tem perfil mais conservador e faz as suas aplicações primordialmente na renda fixa.

Para esses, a estratégia de diversificação também é necessária. Depender apenas de uma gestão ou do rendimento de um único título de investimento pode ser mais arriscado do que investir em mercados voláteis.

Para entender isso melhor, convém tomar conhecimento dos motivos pelos quais a renda fixa se tornou atraente novamente em nosso país.

Qual é o cenário atual da renda fixa no Brasil?

Até bem pouco tempo atrás, a taxa básica de juros brasileira atingiu patamares mínimos históricos, alcançando a casa dos 2% ao ano.

No entanto, veio a pandemia e uma crise econômica se instalou.

Com o fechamento de diversos países para entrada de mercadorias e pessoas, as cadeias globais de fornecimento foram profundamente alteradas e teve início um período de escassez.

Foi dessa forma que todos os países enfrentaram (e estão enfrentando) um aumento generalizado nos preços, pressionando a inflação para níveis cada vez maiores.

Uma das soluções encontradas pelos governos é subir a taxa de juros, pois isso alivia a pressão sobre a inflação.

E isso tem uma consequência direta sobre as aplicações da renda fixa, pois a taxa Selic em nosso país é que baliza o rendimento desses investimentos.

Com as constantes altas feita pelo COPOM – Comitê de Política Monetária, a renda fixa voltou a ser atrativa. Nesse momento, já alcançamos os dois dígitos de rendimentos anuais e ainda espera-se nova elevação nesse patamar.

Tudo isso fez com que esteja em curso uma migração do capital da renda variável para a renda fixa.

Quais são as principais opções de investimento na renda fixa?

Acompanhe a seguir os principais títulos do mercado de renda fixa. Eles são apresentados conforme o seu emissor, já que existem apenas três grandes emissores de papéis da renda fixa no mercado. Confira.

Títulos públicos

O primeiro grande emissor de títulos da renda fixa é o próprio Governo Federal. Por meio de sua plataforma do Tesouro Direto, é possível emprestar dinheiro para o governo em troca de uma remuneração.

Para tanto, é possível escolher entre três tipos de títulos atualmente: o Tesouro Selic, que acompanha o rendimento da taxa básica; o Tesouro Prefixado, que indica uma taxa de retorno previamente estipulada; e o Tesouro IPCA+, que é atrelado a inflação e, por isso, é pós-fixado.

Crédito privado

Também há no mercado outro grande emissor representado pelas empresas privadas de grande porte. A essas é permitido lançar títulos no mercado com vistas à captação de recursos para expandir suas operações.

O investidor pode aplicar em títulos como CRIs, CRAs e debêntures, em especial as incentivadas. Elas são destinadas a ampliar a infraestrutura do país e, em troca, recebem o incentivo governamental de serem isentas de IR.

Instituições financeiras

Por fim, temos as instituições financeiras, representadas principalmente pelos bancos.

A essas empresas é permitida a emissão de papéis financeiros, como CDBs e letras de crédito, como as LCIs e LCAs. Estas últimas também têm isenção no pagamento de imposto de renda sobre os rendimentos auferidos.

Como fazer diversificação de carteira na renda fixa?

Um dos principais pontos na diversificação de uma carteira de investimentos baseada em renda fixa deve ser pelo prazo de resgate das aplicações.

De nada adianta estar bem posicionado se todos os investimentos são resgatáveis apenas em 5 anos e fica-se sujeito à marcação a mercado. Todos os ganhos poderiam ser drenados nesse instante.

Assim, faz sentido ter parte do capital alocado em renda fixa com liquidez imediata, ou seja, em D+0 ou D+1. Assim, afasta-se o risco de precisar movimentar todo o capital.

Dito isso, as outras aplicações podem se dividir nos títulos apresentados até aqui. Como os papéis de crédito privado apresentam um risco maior mediante a expectativa de mais retorno, é preciso ser cuidadoso na distribuição desse percentual.

Isso quer dizer que CRIs, CRAs e debêntures incentivadas devem ser adquiridas de acordo com o nível de tolerância de risco do investidor, mesmo em se tratando de renda fixa.

Quanto mais desses papéis, maior a chance de volatilidade.

A parte central da carteira pode ser composta pelos títulos públicos e pelos papéis das instituições financeiras. O balanceamento fica por conta da composição em títulos pré e pós-fixado

É preciso muita atenção nesse momento, pois em ciclos de alta os prefixados não são indicados, bem como os pós-fixados precisam ser aplicados por um bom tempo até o vencimento para não serem marcados a mercado.

Por fim, pode ser que o investidor não queira gastar tempo fazendo a escolha de todos esses títulos e calculando o percentual de distribuição de cada um.

Nesses casos ele pode optar por uma carteira de fundos de investimento em renda fixa, pois esses veículos contam com uma gestão profissional que faz toda a tarefa de seleção dos papéis e alocação dos recursos.

Recomenda-se apenas ter mais de um fundo na carteira para garantir a diversificação na renda fixa, pois assim não é preciso depender de apenas uma única gestão, tal qual não é bom ter todo o patrimônio aplicado em um único papel.

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