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Alô, câmbio: mercados ainda reagem à Super Quarta

Alô, câmbio: mercados ainda reagem à Super Quarta

Alexandre Viotto

Alexandre Viotto

18 Jun 2022 às 08:52 · Última atualização: 18 Jun 2022 · 3 min leitura

Alexandre Viotto

18 Jun 2022 às 08:52 · 3 min leitura
Última atualização: 18 Jun 2022

foto de dolar

Reprodução/Pixabay

Alô Câmbio! Tudo bem com você?

Antes, uma questão que andaram me fazendo esta semana… Por que falaremos de juros em uma coluna que trata sobre câmbio?

Fácil… A explicação para a valorização ou desvalorização do real nos últimos meses depende basicamente deste fator. Nada menos que a diferença entre as taxas praticadas pelo Fed (EUA) e o Bacen (Brasil). O tão comentado carry trade ou “carrego” como alguns gostam de chamar…

Largamos antes…

O Banco Central Brasileiro, acertadamente na minha opinião, saiu na frente.

Começou a subir os juros para, depois do último dia 15/06, colocar a Selic em 13,25% ao ano. A preocupação com a inflação já vinha deixando a autoridade monetária bastante preocupada. E este movimento impactou vários ativos da economia tupiniquim, especialmente, o USDBRL.

Estrela de 2022

Ao deixar os investimentos “livres de risco” mais atrativos, o Brasil começou a receber uma enxurrada de dólares.

A cotação que rondava os R$ 5,80 no início do movimento, chegou a cair mais de 22% nas mínimas recentes.

Se por um lado o hedge ficou mais caro para os importadores, as dívidas em moeda estrangeira sofreram um tombo considerável. E muita gente se animou a visitar o Mickey ou outros locais fora do país. Justo.

Enquanto isso…

O Fed tentou de tudo… Chegou até a convencer boa parte do mercado de que a inflação era temporária.

Mas está nos livros básicos de economia, não tem jeito… Em outras palavras aqui, mas vamos lá. Imprimir dinheiro e jogar no sistema não tem outro resultado senão alta de preços a médio e longo prazos. Tem uma certa euforia na largada, é verdade. Não é mesmo S&P, Nasdaq e empresas de tecnologia?

Voo de galinha

Sim, tivemos um certo crescimento na atividade econômica. Mas, agora, chegou a hora de pousar.

E a grande dúvida é: será um hard landing ou um soft landing? Isso vai depender da habilidade do Federal Reserve em subir os juros sem sacrificar o PIB.

O problema é que dada a experiência recente, as dúvidas seguem enormes em relação a esta “capacidade”.

Finalmente, uma alta de verdade

Eu não sou fã de juros altos, pelo contrário. Porém, com a inflação batendo recorde em cima de recorde, não havia outra saída.

A alta de 0,75% pegou poucos de surpresa e parece que ainda estamos longe do fim. Parece que teremos mais uma na mesma magnitude já na próxima reunião do Fomc. Palavras do próprio Powell, na entrevista pós-decisão na quarta passada.

E o USDBRL?

Se até 3% a 4% for suficiente para segurar a inflação, ótimo… O nosso real tende a seguir operando nos níveis atuais.

Agora, caso sejam necessários níveis maiores de juros, aí o carry trade tende a diminuir bastante, deixando o Brasil não tão atrativo assim ao capital externo.

E vamos seguir falando de juros, não tem outro jeito…

Muito obrigado! E não deixe de nos consultar para as melhores estratégias para aproveitar o momento atual. Abraços e até semana que vem. Câmbio, desligo.

  • Para saber mais sobre câmbio e como ele influencia os seus investimentos, preencha o formulário que um assessor da EQI entrará em contato!

Aproveite e veja também: como o câmbio impacta a economia e seus investimentos? Confira no vídeo abaixo.

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