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BC:  setor público tem superávit primário de R$ 20,440 bi em julho, abaixo da projeção

BC:  setor público tem superávit primário de R$ 20,440 bi em julho, abaixo da projeção

Osni Alves

Osni Alves

31 Ago 2022 às 10:23 · Última atualização: 31 Ago 2022 · 5 min leitura

Osni Alves

31 Ago 2022 às 10:23 · 5 min leitura
Última atualização: 31 Ago 2022

Imagem mostra BC, em Brasília.

O Banco Central (BC) informou na manhã desta quarta-feira (31) que o setor público registrou superávit primário de R$ 20,440 bilhões em julho, ante estimativa de R$ 22,2 bilhões.

O relatório destaca que a dívida líquida do setor público ficou em 57,3% do PIB em julho de 57,8% e junho.

Também informa que o referido número de julho se dá em relação ao déficit de R$ 10,3 bilhões em julho de 2021.

No Governo Central e nos governos regionais, houve superávits respectivos de R$ 20,0 bilhões e de R$ 1,8 bilhão, e nas empresas estatais, déficit de R$ 1,3 bilhão no mês.

Nos doze meses encerrados em julho, o superávit primário do setor público consolidado atingiu R$ 230,6 bilhões, equivalente a 2,48% do PIB.

Gráfico mostra as contas públicas, segundo o BC.
Tá, e aí?Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset

Para Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, o resultado fiscal do setor público, que engloba Governo Central, estatais e governos regionais, foi muito bom, com queda nos gastos e aumento das receitas, com redução da dívida pública.

“O superávit de 2,5% do PIB da dívida pública é positivo e vem subindo nos últimos meses. O nominal, que inclui pagamentos de juros e dividendos, ainda está caindo, ficou em 3,8% do PIB nos últimos 12 meses, refletindo a alta de juros que o Banco Central vem promovendo, com isso ele parou de cair e tem ficado estável, negativo, mesmo com superávit primário melhorando para 2,5%. Deve ser a tônica dos próximos meses, dado que demora para a alta Selic bater no custo de rolagem da dívida pública.

Para o ano que vem, Kautz prevê resultado primário menor, decorrente do aumento de juros e possibilidade de deterioração, com possibilidade de aumento dos gastos públicos.

Ouça o áudio na íntegra:

Relatório do setor público do BC

Ainda de acordo com a autoridade monetária, os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, somaram R$ 42,9 bilhões em julho de 2022, comparados a R$ 45,1 bilhões em julho de 2021.

No acumulado em doze meses até julho, os juros nominais somam R$ 586,4 bilhões (6,31% do PIB), comparativamente a R$ 323,5 bilhões (3,94% do PIB) nos doze meses até julho de 2021.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 22,5 bilhões em julho de 2022. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$ 355,9 bilhões (3,83% do PIB), reduzindo-se 0,40 p.p. em relação ao déficit acumulado até junho de 2022.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

O relatório informa, também, que a DLSP atingiu 57,3% do PIB (R$ 5,3 trilhões) em julho, reduzindo-se 0,5 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu o efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,6 p.p.), do superávit primário (redução de 0,2 p.p.), da variação da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida (redução de 0,2 p.p.), dos juros nominais apropriados (aumento de 0,5 p.p.), e da valorização cambial de 0,95% (aumento de 0,1 p.p.).

No ano, o aumento de 0,1 p.p. na relação DLSP/PIB foi influenciado pelos juros nominais apropriados (aumento de 3,5 p.p.), pelo efeito da valorização cambial acumulada de 7,0% (aumento de 1,1 p.p.), pelo efeito da variação da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida (aumento de 0,9 p.p.), pelo crescimento do PIB nominal (redução de 3,8 p.p.), e pelo superávit primário acumulado (redução de 1,6 p.p.).

A DBGG – que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 77,6% do PIB (R$ 7,2 trilhões) em julho de 2022, redução de 0,4 p.p. do PIB no mês. Essa evolução decorreu, principalmente, do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,9 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 0,1 p.p.), e dos juros nominais apropriados (aumento de 0,6 p.p.).

No acumulado no ano, a redução de 2,7 p.p. decorreu do crescimento do PIB nominal (redução de 5,3 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 1,7 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada (redução de 0,4 p.p.) e dos juros nominais apropriados (aumento de 4,7 p.p.).

Eletrobras (ELET3; ELET6)

Com a privatização da Eletrobras, concluída em junho de 2022, a Empresa Eletronuclear, que fazia parte da holding Eletrobras, permaneceu como empresa estatal, e com isso passou a ser incorporada às estatísticas fiscais divulgadas pelo Banco Central do Brasil a partir daquele mês. A Eletrobras havia sido excluída das estatísticas fiscais em revisão metodológica a partir da data base de novembro de 2010.

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