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Althaia (ALTF3): conheça a indústria farmacêutica brasileira, que estuda melhor momento para entrar na bolsa

Althaia (ALTF3): conheça a indústria farmacêutica brasileira, que estuda melhor momento para entrar na bolsa

Redação EuQueroInvestir

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02 Nov 2021 às 10:00 · Última atualização: 02 Nov 2021 · 10 min leitura

Redação EuQueroInvestir

02 Nov 2021 às 10:00 · 10 min leitura
Última atualização: 02 Nov 2021

Althaia (ALTF3)

A Althaia (ALTF3), indústria farmacêutica brasileira, está na expectativa para abrir seu capital. A empresa chegou a protocolar pelo de IPO (Oferta Pública Inicial) em setembro deste ano, mas paralisou a operação.

Fundada em 2010, a Althaia nasceu com o propósito de ser grande no mercado farmacêutico.

Com 11 anos de operação sob a atual gestão, a Althaia é uma das indústrias farmacêuticas brasileiras que apresentou maior crescimento nos últimos 5 anos, sua demanda cresceu cerca de 622% desde 2015 até 2020 contra 55% do mercado como um todo.

Segundo a companhia, tais resultados foram possíveis em razão de um posicionamento com foco tanto na prevenção como no tratamento de doenças, bem como dos investimentos realizados em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Vamos conhecer melhor a companhia?

História da Althaia

As duas principais frentes de atuação da companhia são a produção de medicamentos genéricos e a produção de suplementos.

A empresa acredita ter definido estratégias em todas suas frentes de atuação para entregar um crescimento acima do mercado.

A Althaia possui uma proposta de valor agregado para 5 principais pilares: as pessoas, os profissionais da saúde, a sociedade, o planeta e os acionistas.

Sempre pautada por essas frentes, a história da Althaia pode ser dividida em dois períodos.

Os primeiros 5 anos de sua trajetória foram dedicados à construção dos seus quatro pilares estratégicos, os quais visam a obtenção de resultados financeiros consistentes. São eles: (i) Modelo de Negócios, (ii) P&D, (iii) Comercial e Marketing, e (iv) Pessoas e ESG.

Em 2010, o primeiro produto criado pela Althaia foi submetido para aprovação da Anvisa, e, em 2012, a companhia obteve o registro de seu primeiro genérico.

Em 2013, aconteceu mais um passo do movimento de consolidação da governança corporativa somado a uma captação de recursos via BNDES.

No ano de 2016, a Companhia tinha 16 produtos registrados, o que representa o encerramento do seu ciclo inicial de construção de um portfólio de produtos junto a uma estrutura institucional de governança corporativa. Tal afirmação pode ser comprovada pelo histórico de faturamento da companhia: em 2010, registrou R$ 10 milhões de receita líquida, sendo que encerrou o ano de 2015 com uma receita líquida de R$ 74 milhões. Com seus pilares estratégicos constituídos, a Althaia entrou em seu segundo período, marcado por um melhor ciclo de crescimento e penetração no mercado.

Em 2017, a Althaia lançou novos produtos, com um maior valor agregado, como a Nitazoxanida. Com o foco do crescimento em ganhar participação no mercado, em 2018, ela passou a contar com um experiente diretor comercial, sendo que a equipe de vendas passou de 55 profissionais no ano de 2017 para mais de 120 pessoas em 2021, constituindo, na visão da companhia, uma importante frente de geração de valor.

Em 2019, a Althaia inaugurou um novo centro de distribuição localizado em Pouso Alegre, Estado de Minas Gerais, e lançou mais dois produtos, a Vitamina D e o Cartliv.

O ano de 2020 também foi marcado pela entrega de um novo centro de P&D e o início de duas plataformas de e-commerce, uma operando no segmento Business to Business (B2B) e outra no segmento Business to Consumer (B2C).

No exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2020, a receita da companhia totalizou R$ 277 milhões, representando um crescimento composto médio anual (Compound Annual Growth Rate – CAGR) de 39% entre 2010 e 2020, o que a companhia acredita demonstrar sua capacidade de execução de tese e entrega de crescimento sustentável ao longo dos anos.

Althaia (ALTF3)

Os pilares e portfólio da empresa

A Althaia possui os seguintes pilares:

  • Modelo de negócios que combina portfolio próprio, full service, marcas exclusivas e serviços;
  • Investimentos elevados em P&D;
  • Estratégia comercial e marketing assertivos;
  • Investimento em pessoas e ESG.

A empresa entende que esses pilares suportam seu posicionamento dentro da indústria farmacêutica e fortalecem seu propósito com a sociedade como um todo e para seus acionistas: “gerar valor para o que tem mais valor: a vida”.

A companhia possui um portfólio próprio que é composto por duas linhas de produtos de valor agregado focadas no tratamento, prevenção e bem-estar:

  • Althaia, com foco em medicamentos genéricos, similares e linhas over the counter (ou OTC);
  • Equaliv, com foco em produtos nutracêuticos, suplementos e preventivos, tanto na linha clínica quanto na linha esportiva.

As linhas combinadas já somam um portfólio de 60 produtos, que totalizaram 15 milhões de unidades vendidas nos últimos 12 meses a partir de 30 de junho de 2021.

Além dos produtos que comercializa, a companhia desenvolve, registra e fabrica uma série de medicamentos para indústrias farmacêuticas parceiras, como, por exemplo, Hypera, Eurofarma e Aché (Full Service).

Com uma carteira consolidada de clientes em diferentes frentes, como genéricos e suplementos, a Althaia também é a responsável pela fabricação de diversos suplementos das marcas exclusivas das redes de varejo farmacêutico de terceiros, como a Raia Drogasil, Panvel, D1000 e Tapajós (marcas exclusivas).

Por fim, o modelo de negócios da companhia também inclui outros serviços de pesquisa e desenvolvimento e de industrialização entregues para outras indústrias farmacêuticas.

Três unidades de infraestrutura

Visando entregar produtos e serviços de qualidade, a Althaia possui uma infraestrutura que conta com três unidades:

  • Uma planta localizada em São Paulo/SP para produção de medicamentos, com uma área construída total de 2.000 m² e 117 funcionários em 30 de junho de 2021, a qual possui uma capacidade mensal de produção de 5 milhões de unidades;
  • Uma planta em Atibaia/SP para a produção de suplementos e embalagens de medicamentos e suplementos, e que também serve de sede administrativa e centro de P&D e embalagem, com uma área construída de 10.200 m² e 413 funcionários em 30 de junho de 2021, possuindo uma capacidade mensal de produção de 8 milhões de unidades;
  • Um centro de distribuição em Pouso Alegre/MG, que permite à Althaia estar presente em todo o Brasil. Em 31 de dezembro de 2020, a receita da companhia por região é representada da seguinte maneira: 5% na região Norte, 11% no Nordeste, 8% no Centro-oeste, 55% no Sudeste e 21% no Sul.

Vantagens competitivas

  • Modelo de negócios leve e ágil com exposição a setores complementares: A Althaia possui uma gestão dinâmica e atenta às oportunidades de mercado. A atuação em duas frentes com medicamentos (Althaia) e suplementos (Equaliv) gera uma combinação entre prevenção e tratamento, primando pela qualidade valorizada pelo consumidor. Além de atuar no varejo farmacêutico e distribuição, a Companhia explora novos canais como lojas de produtos naturais e e-commerce.
  • Inovação no core business da companhia: A companhia realiza investimentos constantes em P&D, os quais são refletidos em lançamentos de produtos com destaque, tais como Vitamina D, Nitazoxanida, Body Protein e Vegan Power. A manutenção de investimentos mais altos que dos outros players do mercado permite uma renovação do portfólio e margens mais altas.
  • Produtos com alto valor agregado, time comercial com vasta capilaridade e eficiência com fidelização de clientes: Os produtos da Althaia possuem um maior valor agregado do que os concorrentes. Consequentemente, a companhia opera em mercados e produtos com maiores margens. O time de vendas com mais de 120 pessoas conta com profissionais engajados e capilaridade nacional e é responsável pela presença dos produtos nesses mercados, construindo relações de parceria com os clientes atendidos.
  • Cultura de dono difundida na companhia: A empresa adota um modelo de partnership que reúne 7 executivos em posições estratégicas, desde cargos de Coordenação, Gerência e Alta Gestão, gerando um alinhamento de interesses. Cada um é o responsável por um pedaço da Companhia em um modelo de delineação de responsabilidades e exigências de atuação. Tal cultura é incentivada também pelos modelos de remuneração justos e alinhados aos desempenhos dentro dos perímetros estipulados, treinamentos voltados para o desenvolvimento pessoal e profissional de cada colaborador e planos de carreira mapeados e com foco na meritocracia.

Estratégias de crescimento da companhia

  • Frentes integradas para desenvolvimento. A estratégia futura passa pela manutenção do alinhamento entre tecnologia, time e estratégia de vendas, bem como por investimentos direcionados aos pilares de P&D, comercial e pessoas. Para P&D, as frentes são amplas e com potencial de geração de valor. Entre as frentes, destacam-se a aceleração do programa de desenvolvimento de novas drogas, a expansão da estrutura atual de P&D, tanto em questão de time quanto na questão de infraestrutura física, a inovação incremental e a estratégia regulatória de novos produtos. Em relação à estrutura comercial, serão realizados investimentos em um processo de sofisticação das já existentes estruturas e relações, tal como o estreitamento de relacionamento com redes estratégicas, o alinhamento com stakeholders, as recompensas por desempenho distinto, os investimentos na marca da Althaia e da Equaliv, e o programa de digitalização e crescente expansão da penetração digital da Companhia.
  • Expansão da capacidade tecnológica e produtiva. Outro pilar para a consolidação do crescimento da companhia no longo prazo é continuar a expansão de sua capacidade tecnológica e produtiva. A vertical já possui um pipeline robusto para os próximos anos e dois importantes projetos serão implementados: o novo centro de P&D em Itupeva/SP e a nova planta em Extrema/MG. A companhia estima o início da operação destas novas plantas até o fim de 2024. A aquisição do novo centro de P&D em Itupeva/SP evidencia a atenção da Althaia às oportunidades de mercado. O ativo possui um potencial sinérgico com a planta atual de Atibaia/SP, além de ser um centro moderno, com potencial de expansão. Por sua vez, a companhia entende que a nova planta em Extrema/MG será estratégica para a visão de futuro, uma vez que o ativo permitirá alavancar a capacidade de extensão de portfólio e gerar maior celeridade.
  • Mapeamento estratégico de mercados e penetração. Em relação ao portfólio da companhia, as iniciativas chaves e principais focos de atuação são: (i) na marca Althaia, a manutenção da posição de liderança com novos produtos e entrada em novos mercados, (ii) na marca Equaliv, o objetivo é ser referência em qualidade e inovação no segmento de nutracêuticos e suplementos, (iii) no Full Service, a continuidade do serviço que nos permite ganhos de escala, e, por fim, (iv) em relação às marcas exclusivas, atendendo uma demanda de mercado e gerando também ganhos de escala em suplementos. Fechando as principais avenidas de crescimento, a Althaia está desenvolvendo novos produtos, já com um pipeline robusto no curto-prazo. Atualmente, em fase de desenvolvimento, a Althaia possui 92 drogas, reforçando o pioneirismo da marca, sendo que 40% dessas novas drogas possuem potencial para ser first to market.

Sobre o IPO da Althaia (ALTF3)

A empresa protocolou seu pedido de IPO na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em 2 de setembro. Mas em 21 de setembro a companhia interrompeu o processo por 60 dias.

A oferta pública de distribuição primária era de, inicialmente, 52.387.492 novas ações ordinárias; e secundária de 13.925.789 ações.

Em setembro, a empresa tinha definido a faixa indicativa de preço no intervalo de R$ 10,80 a R$ 13. Considerando o preço médio da faixa, de R$ 11,90, o IPO poderia movimentar R$ 789,13 milhões.

A Althaia pretendia usar os recursos líquidos provenientes da oferta primária para construção de uma nova planta industrial (50%), investimentos em P&D (30%), investimentos em capital de giro (10%) e reforço da estrutura de capital (10%).

O IPO era coordenador por XP (Coordenador Líder), Itaú BBA (Agente Estabilizador) e Bank of America.

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