Home
Notícias
Ações
Vibra e Ultrapar: margens podem superar período pré-guerra

Vibra e Ultrapar: margens podem superar período pré-guerra

Ajustes no mercado e redução de irregularidades reforçam perspectiva de rentabilidade mais elevada para as duas empresas

Os dados divulgados pela ANP para maio indicam queda nas vendas de combustíveis da Vibra (VBBR3) e da Ultrapar (UGPA3), mas, na avaliação do BTG Pactual, o cenário pode evoluir de forma mais favorável para as margens do setor. Segundo os analistas, há espaço para um ambiente em que as margens no pós-guerra entre Irã e EUA fiquem acima dos níveis observados antes do conflito.

O volume total de combustíveis do ciclo Otto e diesel recuou 5,8% na comparação anual, refletindo principalmente a queda de 7,4% no diesel e de 3,9% no ciclo Otto. O desempenho mais fraco reforça a leitura de desaceleração no curto prazo, mesmo em um ambiente de transição no setor.

Perda de participação no mês, mas leitura neutra

Na análise marginal, os dados mostram perda de participação para Vibra e Ipiranga, controlada pela Ultrapar. Ambas registraram recuo de cerca de 0,4 ponto percentual na comparação mensal, indicando competição mais acirrada no período.

Publicidade
Publicidade

A Vibra perdeu 1 ponto percentual de participação no diesel, que caiu de 23,8% para 22,8%. Por outro lado, houve leve ganho no ciclo Otto, com alta de 20,9% para 21,1%. No caso da Ipiranga, houve retração tanto no diesel quanto no ciclo Otto, com quedas para 18,6% e 16,5%, respectivamente.

Apesar disso, o BTG classifica os dados como neutros para a tese de investimento. O banco avalia que a posição competitiva das companhias permanece sólida, especialmente pelo acesso a insumos com custo mais baixo.

Estrutura do mercado pode impulsionar margens

Na leitura dos analistas, o ambiente estrutural do mercado brasileiro de combustíveis segue em melhora. Um ponto destacado é a redução de práticas irregulares, que historicamente pressionavam margens e criavam distorções competitivas.

Além disso, o acesso ao chamado “molécula Petrobras” a preços mais competitivos continua sendo um fator de suporte relevante no curto prazo para distribuidoras como Vibra e Ipiranga.

O banco também argumenta que a combinação de ajustes recentes pode resultar em um novo patamar de rentabilidade. A expectativa é que o setor esteja se movendo para um cenário de margens mais elevadas do que no passado recente.

Leia também: