A mineradora Vale (VALE3) começa o ano de 2026, com fundamentos mais previsíveis, ritmo de execução consistente e orientação estratégica bem definida. É o que avalia o relatório da Ágora sobre os dados de produção e venda divulgados pela empresa, referentes ao quarto trimestre do ano passado (4TRI25).
Segundo os analistas do Safra, a Vale “terminou o ano em grande estilo”.
Além disso, por sua vez, o BTG Pactual (BPAC11) vê leve potencial de alta para sua estimativa de EBITDA de US$ 4,5 bilhões no 4TRI25 e acredita que as recentes preocupações em torno do transbordamento de água devido às fortes chuvas e às interrupções temporárias nas minas de Fábrica e Viga parecem exageradas.
“Embora a ação tenha se valorizado de forma clara recentemente, impulsionada por fluxos estrangeiros anormalmente fortes para o Ibovespa, apesar de algum enfraquecimento nos preços do minério de ferro, continuamos a enxergar um sólido momentum operacional e de execução. Não nos surpreenderia observar uma nova reprecificação dos papéis. Reiteramos nossa recomendação de compra”, diz o relatório do BTG.
Enquanto isso, s preços realizados dos finos de minério de ferro ficaram em média em US$ 95,4/t (em linha com as estimativas), alta de 3% a/a e 1% t/t, refletindo preços mais elevados do minério de ferro. Os preços das pelotas ficaram em US$ 131/t (3% abaixo do que era estimado) e recuo de 8% a/a, refletindo um ambiente mais desafiador para produtos de maior qualidade, de acordo com o BTG.

Dados da Vale: metais básicos
Já em metais básicos, a recuperação de volumes consolida uma agenda de maior estabilidade operacional, enquanto o cobre volta a ocupar papel de destaque dentro do portfólio.
“Esses resultados sustentam a expectativa de um EBITDA robusto no 4TRI25 e contribuem para um início de ano ancorado em previsibilidade e sólida geração de caixa. Para o mercado, a leitura tende a ser construtiva, reforçando a percepção de uma Vale que continua entregando, ampliando resiliência operacional e preservando espaço para criação de valor em 2026”, diz parte do relatório da Ágora, do analista Rafael Barcelos.
Os números de produção do 4TRI25 apresentados pela Vale reforçam um forte ciclo de execução operacional em todas as frentes da companhia. A produção de minério de ferro alcançou 90,4 milhões de toneladas no trimestre (aumento de 6% em base anual e queda de 4% na comparação trimestral), levando o volume anual a 336 milhões de toneladas, acima do topo do guidance de 325 a 335 milhões de tonelada.
Já o desempenho foi impulsionado por avanços estruturais em S11D, maior disponibilidade nos sistemas Sudeste/Sul e pelo avanço dos projetos Capanema e VGR1, compensando a queda contínua em Serra Norte, cuja produção recuou 18% no comparativo anual.
Segundo a Vale, a produção de minério de ferro e cobre atingiu seu nível mais alto desde 2018, 336 Mt e 382 kt, respectivamente, e a produção de níquel foi a mais alta desde 2022, 177 kt, suportadas pelo ramp-up dos projetos chave e a contínua estabilidade operacional.
Já as vendas de minério de ferro atingiram 84,9 Mt no 4T, 5% maiores (3,7 Mt) a/a, em linha com o maior volume de produção.
A produção de cobre totalizou 108,1 kt no período pesquisado, 6% (6,3 kt) maior na comparação com o mesmo período do ano anterior, o maior volume trimestral desde 2018.
“Esse aumento reflete a produção recorde histórica em Salobo e a performance operacional consistente em Sossego e nos ativos polimetálicos do Canadá”, avaliou a Vale.
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