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Ultrapar: vem aí um trimestre robusto? Veja o que aguardar no 1ºTRI

Ultrapar: vem aí um trimestre robusto? Veja o que aguardar no 1ºTRI

Em Ipiranga, projeta-se margem Ebitda de aproximadamente R$ 240 por metro cúbico (m³), refletindo um mercado de combustíveis mais apertado

A Ultrapar (UGPA3) deve divulgar um conjunto de resultados robustos no primeiro trimestre do ano (1TRI26). É o que avalia relatório do banco BTG Pactual (BPAC11) sobre a prévia da companhia. Porém, o mercado de combustíveis deve vir mais apertado nesse período.

O relatório do banco de investimentos avalia que a empresa deve apresentar um Ebitda em torno de R$ 2,05 bilhões (+72% na comparação anual e +31% na trimestral), impulsionado principalmente pelo forte desempenho da Ipiranga e por resultados relativamente estáveis em Ultragaz e Ultracargo.

Em Ipiranga, projeta-se margem Ebitda de aproximadamente R$ 240 por metro cúbico (m³), refletindo um mercado de combustíveis mais apertado e a capacidade da companhia de garantir suprimento competitivo de diesel.

“Estimamos um FCFE negativo em torno de R$ 169 milhões, devido a um aumento de cerca de R$ 880 milhões no capital de giro, com leve alta da dívida líquida na comparação trimestral — também impactada por maior uso de vendor finance para financiar importações na Ipiranga”, avalia o BTG.

“Para o segundo trimestre de 2026, esperamos continuidade desse desempenho robusto, com margem Ebitda projetada acima de R$ 400/m³. Reiteramos nossa visão positiva e recomendação de compra, sustentadas pelo forte momento operacional na distribuição de combustíveis, além de um perfil financeiro sólido e alavancagem controlada”, completa outro trecho do relatório.

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Resultados fortes esperados em Ipiranga

Com relação à Ipiranga, a expectativa é de que a subsidiária registre margem Ebitda de R$ 240/m³, beneficiada pelo ambiente mais restrito no mercado de combustíveis no Brasil, especialmente no diesel, e pela capacidade de assegurar suprimento competitivo ao longo do trimestre. Apesar do aumento nas importações, acreditamos que a empresa conseguiu negociar preços atrativos.

É projetado crescimento de volumes de aproximadamente 4,5% na comparação anual, para cerca de 5,8 milhões de m³, com destaque para diesel e ciclo Otto, resultando em Ebitda ajustado próximo de R$ 1,4 bilhão, diz o relatório BTG.

Sobre Ultragaz, apesar de um início de ano mais difícil — marcado por interrupções de fornecimento na Petrobras, que afetaram volumes — e de um ambiente competitivo mais acirrado, o BTG espera que a subsidiária de gás apresente volumes e Ebitda semelhantes aos do primeiro trimestre de 2025, diz o relatório sobre Ultrapar.

Já para a Ultracargo, é projetado um trimestre sequencialmente melhor, favorecido pela janela aberta de importações até meados de fevereiro. Ainda assim, março deve ter sido impactado por gargalos logísticos em Santos.

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