O BTG Pactual realizou visita às operações da Alea em Ribeirão Preto nesta semana para avaliar o progresso da subsidiária de construção industrializada da Tenda (TEND3). A conversa com a gestão revelou que a estabilização das operações é a principal prioridade da companhia para 2026, após um período marcado por expansão acelerada e instabilidade de mão de obra.
A Tenda segue como Top Pick do BTG no segmento de baixa renda, com recomendação de compra, preço-alvo de R$ 44 e potencial de valorização de 27,3% — incluindo 6,9% em dividendos —, negociando a cerca de 5 vezes o lucro estimado para 2027.
Estabilização da Alea é a prioridade número um
Os principais desafios que têm impedido a Alea de se tornar uma operação lucrativa foram a expansão rápida e a instabilidade de mão de obra.
“A prioridade número um da companhia para 2026 é estabilizar a execução nos canteiros de obras e aumentar a verticalização das atividades”, destacaram Cambauva e Fabris.
Por estabilização, a gestão entende a melhora da produtividade nos canteiros — com mais industrialização e menos mão de obra —, o que pode levar a uma redução de cerca de 30% no custo dos produtos vendidos em relação aos níveis de 2025.

Internalização da força de trabalho
A internalização da mão de obra, concluída em 100% até o segundo trimestre de 2026, é vista como um dos principais vetores do turnaround da Alea.
“A instabilidade e a baixa produtividade dos trabalhadores terceirizados impediam a empresa de criar uma verdadeira linha de produção”, explicaram os analistas.
Incentivos baseados em produtividade já estão sendo implementados para reduzir rotatividade e absenteísmo, e alguns canteiros já constroem 4 casas por dia.
A Alea também avalia verticalizar etapas adicionais dentro da fábrica — como revestimento de textura, forro de drywall e instalação de cerâmica —, com meta de industrialização total dessas etapas até o segundo semestre de 2027.
“A Alea poderia expandir para novas regiões, como Campinas, mas permanecerá focada em seus dois clusters atuais até que as operações estejam totalmente estabilizadas”, concluíram Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris.
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