O Banco Safra revisou suas estimativas para as três principais varejistas de moda do Brasil após a temporada de resultados do quarto trimestre. C&A (CEAB3), Lojas Renner (LREN3) e Riachuelo (RIAA3) saem da atualização com preços-alvo ajustados, mas todas mantêm recomendação de Outperform — e os analistas Vitor Pini, Renan Sartorio e Tales Granello enxergam upside expressivo nas três.
A C&A foi a que sofreu o maior corte: o preço-alvo caiu de R$ 22,50 para R$ 17,50, refletindo um quarto trimestre de 2025 mais fraco que o esperado.
“Reduzimos nossas projeções para 2026 após o resultado abaixo do esperado no quarto trimestre, com receita líquida 3,9% menor e margem EBITDA 110 pontos-base abaixo das estimativas anteriores por perda de alavancagem operacional”, explicam os analistas.
Ainda assim, a tese permanece.
“A C&A Brasil continua sendo uma das oportunidades mais atraentes no varejo de moda nos níveis atuais de valuation”, afirmam Pini, Sartorio e Granello.
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A ação negocia a 7,1 vezes o lucro estimado para 2026 – desconto relevante frente à média de 10 vezes do setor. A reestruturação do Fashiontronics, concluída no terceiro trimestre de 2025, libera a operação Beauty-only para 2026 com margem bruta projetada de 47%, alta de 750 pontos-base na comparação anual.
Renner
Para a Lojas Renner, o movimento foi de revisão positiva. O preço-alvo subiu de R$ 21,00 para R$ 22,00, com estimativa de receita 2,8% maior e margem Ebitda levemente mais alta.
“A Renner entregou um sólido 4T25, confirmando que a fraqueza do terceiro trimestre foi transitória, com a recuperação do mercado sendo impulsionada por melhor precificação, coleções mais assertivas e gestão mais rigorosa de estoques”, destacam os analistas.
A Realize, braço financeiro da varejista, segue melhorando a qualidade de crédito.
Riachuelo
A Riachuelo recebeu a maior revisão positiva do trio: alvo elevado de R$ 10,00 para R$ 13,00, upside de 40%.
“A Riachuelo deve sustentar desempenho consistente, apoiada por plano acelerado de expansão de lojas, ganhos de eficiência na planta industrial, otimização de preços e crescimento resiliente no braço financeiro com baixa inadimplência”, projetam os analistas.
A margem bruta deve se expandir 120 pontos-base em 2026, elevando a margem EBITDA em 80 pontos-base, com valuation de 9,2 vezes o lucro — abaixo da média setorial.






