Café
Home
Notícias
Ações
Quem ganha mais com o petróleo em alta: Prio, Brava ou Petrobras?

Quem ganha mais com o petróleo em alta: Prio, Brava ou Petrobras?

Enquanto concorrentes misturam gás, derivados e refino ao portfólio, a Prio converte cada centavo de alta no resultado operacional

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã criou um novo catalisador para as ações brasileiras de petróleo, e o BTG Pactual já mapeou quais empresas têm mais a ganhar com a valorização do barril: Prio (PRIO3) , Brava (BRAV3) e Petrobras (PETR4).

Em análise recente, o banco projeta o Brent negociando entre US$ 75 e US$ 80 por barril, com risco de ultrapassar esse patamar caso o conflito se intensifique — e elege a Prio como a principal beneficiária do movimento.

A lógica é direta: nenhuma outra empresa do setor tem exposição tão pura à commodity.

“A Prio é nossa exposição preferida aos preços do petróleo, dado que é a companhia mais exposta à commodity, com 100% da produção em petróleo”, afirma o BTG.

Enquanto concorrentes misturam gás natural, derivados e refino ao portfólio, a Prio converte cada centavo de alta no Brent diretamente em resultado operacional.

Publicidade
Publicidade

Somado a isso, o banco destaca que a companhia “deve entregar resultados robustos no quarto trimestre e o primeiro óleo de Wahoo”, criando um conjunto de fatores favoráveis raramente visto em um único ativo.

Em números, o potencial é expressivo. Desconsiderando hedges, o BTG estima que um cenário de Brent a US$80/bbl poderia elevar o yield (rendimento) de FCFE 2026 (Fluxo de caixa livre esperado) da PRIO para 27% — o maior entre as empresas analisadas.

Petrobras
Foto: Agência Petrobras

Brava e Petrobras

A Brava Energia aparece em segundo lugar, com cerca de 23%, seguida pela PetroRecôncavo (RECV3), com aproximadamente 21%. A Petrobras fecha o ranking com 13%, reflexo de uma estrutura operacional menos sensível à oscilação do preço do petróleo no mercado internacional.

A estatal, explica o banco, utiliza 1,8 milhão de barris por dia de sua produção total de cerca de 2,55 milhões de barris por dia como insumo para refinarias, o que reduz sua exposição direta ao Brent.

Além disso, o BTG avalia que a Petrobras “dificilmente ajustará imediatamente os preços domésticos de combustíveis, criando defasagem de rentabilidade” — um fator estrutural que limita o repasse da alta ao resultado financeiro.

Brava (BRAV3) e PetroRecôncavo (RECV3) também figuram entre as beneficiadas, mas com ressalvas. No caso da Brava, hedges do tipo collar podem impedir a captura total do potencial. Já a Recôncavo tem cerca de 50% da produção em gás natural, o que dilui o impacto positivo de um petróleo mais caro.

Quer conhecer as ações que pagam mais dividendos? Clique abaixo e receba o relatório gratuito: