A PetroReconcavo (RECV3) reportou produção consolidada de 23,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd) em maio, uma queda de 1,9% em relação aos 24,4 mil boepd registrados em abril. Embora a variação não seja expressiva em termos absolutos, os dados evidenciam desafios operacionais que continuam pressionando o desempenho da companhia, especialmente nos ativos da Bahia.
Segundo análise do Banco Safra, o principal fator por trás da retração foi a ocorrência de falhas em poços e eventos elétricos que afetaram a produção de petróleo na região. Além disso, a produção de gás natural sofreu impacto da parada preventiva para manutenção da estação de compressão de Miranga, combinada com problemas operacionais em alguns poços.
Os números reforçam a sensibilidade da produção da PetroReconcavo a interrupções operacionais em campos maduros, característica inerente ao modelo de negócios da companhia. Embora a estratégia de revitalização desses ativos tenha gerado ganhos relevantes de eficiência nos últimos anos, episódios de falhas em equipamentos, restrições energéticas e necessidade de intervenções em poços seguem representando riscos recorrentes para a estabilidade da produção.
Polo Potiguar
No Polo Potiguar, os resultados foram mais resilientes. A produção de petróleo apresentou leve avanço, sustentada pelos trabalhos de intervenção em poços (workovers), que contribuíram para elevar os volumes extraídos. Ainda assim, parte desse ganho foi anulada por problemas no fornecimento de energia. No segmento de gás, a produção também ficou abaixo do registrado em abril, refletindo falhas operacionais e o período de estabilização após as intervenções realizadas.
Outro ponto que chamou atenção foi a redução da relação entre entregas e produção, que caiu 110 pontos-base na comparação mensal, para 95,9%. Embora o indicador permaneça em patamar elevado, o movimento sugere uma menor eficiência na conversão da produção em volumes efetivamente comercializados durante o período.
Na visão do Safra, os números de maio vieram abaixo do observado no mês anterior e devem ser interpretados como reflexo de eventos operacionais pontuais, e não necessariamente de uma deterioração estrutural dos ativos. Ainda assim, os dados reforçam a importância da execução operacional para a PetroReconcavo, uma vez que a capacidade de manter a estabilidade da produção continua sendo um dos principais fatores acompanhados pelo mercado na avaliação do potencial de geração de caixa da companhia.
Para os investidores, o foco permanece na capacidade da empresa de normalizar os volumes nos próximos meses e capturar os benefícios das intervenções realizadas nos campos, especialmente no Polo Potiguar. Uma recuperação consistente da produção será fundamental para sustentar as expectativas de crescimento e rentabilidade ao longo de 2026.
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