A Prio (PRIO3) anunciou na noite de terça-feira (16), após o fechamento dos mercados, o início da produção do quarto poço do campo de Wahoo, que já atingiu uma vazão estabilizada de cerca de 10 mil barris por dia. Com a nova entrada em operação, todos os quatro poços originalmente previstos para o projeto passam a estar ativos, marcando um avanço importante na execução da companhia.
Os três primeiros poços do campo haviam iniciado produção entre março e o início de abril, enquanto o quarto vinha sofrendo sucessivos adiamentos — o que gerava questionamentos por parte do mercado. Nesse contexto, o anúncio foi interpretado como um alívio para investidores.
“O início da produção do quarto poço ajuda a mitigar preocupações com novos atrasos no projeto, que já havia sido adiado algumas vezes”, afirma Regis Cardoso, analista da XP Investimentos.
Segundo ele, a entrada em operação reforça a capacidade de execução da Prio em um momento em que o mercado acompanha de perto a evolução do ativo.
Apesar do atraso no cronograma original, a produtividade do poço veio aparentemente acima do esperado, contribuindo para uma leitura marginalmente positiva do evento. Ainda assim, a companhia reiterou sua estratégia de manter controle sobre a produção total.
Controle de produção e impacto financeiro
A Prio confirmou que deve limitar a produção total do campo de Wahoo a cerca de 40 mil barris por dia, mesmo com o potencial produtivo mais elevado. A decisão reflete uma postura disciplinada, visando otimizar preços e eficiência operacional ao longo do ciclo.
“A entrega do volume planejado é relevante, já que estimamos que Wahoo pode elevar o FCFE yield da Prio em cerca de 10 pontos percentuais, assumindo Brent a US$ 80 por barril”, destaca Regis Cardoso.
O analista avalia que o ativo segue como um dos principais vetores de geração de valor para a companhia.






