A partir de sábado (1), a Petrobras reduzirá em R$ 0,14 por litro (-5,3%) o seu preço médio de venda de gasolina A, que passará a ser de R$ 2,52 por litro.
A informação foi divulgada pela empresa nesta sexta-feira (30).
Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 1,84 a cada litro vendido na bomba.
“Destaca-se que o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda”, ressalta a nota.
“A redução do preço da Petrobras tem como objetivos principais a manutenção da competitividade dos preços da companhia frente às principais alternativas de suprimento dos seus clientes e a participação de mercado necessária para a otimização dos ativos de refino em equilíbrio com os mercados nacional e internacional”, diz a empresa.
A redução é a terceira desde o fim da política de paridade de importação (PPI). A última tinha ocorrido dia 16 de maio.
Com a paridade, o preço do barril de petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar ditavam o preço dos combustíveis. Agora, a empresa diz que leva em conta o “custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação”, e o “valor marginal para a Petrobras”.
A Petrobras também anunciou redução do preço do gás de cozinha para as distribuidoras.
O botijão de 13kg de GLP passa a custar R$ 31,66, uma redução de R$ 2,5356 para R$ 2,4356 por kg.
Com os dois anúncios, a ação preferencial da Petrobras (PETR4) recua 4,45%, sendo cotada a R$ 29,65.

Para Luís Moran, head da EQI Research, a redução no preço da gasolina é usada para compensar a reoneração dos combustíveis, que começa a partir deste sábado (1).
No início do ano, foi retomada parcialmente a cobrança de impostos federais sobre gasolina e etanol, que havia sido zerada às vésperas da campanha eleitoral de 2022 pelo então presidente Jair Bolsonaro. Agora, a partir de 1 de julho, os tributos voltam à alíquota cheia.
“A redução dos preços meio que compensa a reoneração. O preço final não se altera muito na bomba e não há impacto tão grande na inflação”, aponta Moran.
Para ele, no entanto, dois problemas surgem com a medida.
O primeiro é que aumenta a defasagem de preços dos combustíveis em comparação com o mercado internacional. Dados da Associação Brasileira dos Importadores de combustíveis (Abicom) apontam que há defasagem de 12% na manhã desta sexta. Com mais 5%, essa defasagem fica ainda mais crítica.
Além disso, se alguém tinha que compensar a volta do imposto deveria ser o Governo e não uma empresa.
“Isso lembra a gente dos riscos de investir em Petrobras, que é uma empresa cujo objetivo não é sempre o de maximizar os ganhos dos acionistas. E a questão aqui não é julgar se os objetivos são corretos ou não, justos ou injustos”, aponta.
“Tivemos um desempenho de Petrobras muito forte em junho, com pagamento de dividendos. E agora temos esse despertar para os riscos envolvidos”, alerta.
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