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Petrobras (PETR3; PETR4): BTG (BPAC11) ressalta dividendos sem precedentes no 2TRI22

Petrobras (PETR3; PETR4): BTG (BPAC11) ressalta dividendos sem precedentes no 2TRI22

A Petrobras (PETR3; PETR4) apresentou resultado robusto no 2TRI22, segundo análise do banco BTG Pactual (BPAC11). De acordo com o documento da instituição, a petroleira marcou um golaço no segundo trimestre”, apresentando resultados muito fortes combinados com um anúncio de dividendos sem precedentes, com um dividend yield de 20%. Apesar disso, o banco manteve posição […]

A Petrobras (PETR3; PETR4) apresentou resultado robusto no 2TRI22, segundo análise do banco BTG Pactual (BPAC11). De acordo com o documento da instituição, a petroleira marcou um golaço no segundo trimestre”, apresentando resultados muito fortes combinados com um anúncio de dividendos sem precedentes, com um dividend yield de 20%. Apesar disso, o banco manteve posição neutra.

O relatório aponta que a empresa superou as expectativas do BTG e do consenso ao anunciar um dividendo de R$ 6,73/ação ou R$ 87,8 bilhões (US$ 16,9 bilhões), com yield de 19% e 21% com base no último preço de fechamento de ações ordinárias e preferenciais. Com base em sua política de pagamento, o banco estima dividendos relacionados ao segundo trimestre de R$ 35 bilhões, o que significa que a Petrobras adiantou um adicional de R$ 53 bilhões.

“Com seu saldo de caixa agora em US$ 19 bilhões (muito acima do guidance informal de US$ 5-10 bilhões), não descartamos mais surpresas no curto prazo”, comentam os analistas de equipe de Macro & Research do banco.

Petrobras (PETR3; PETR4) também tem ebitda acima do esperado

A petroleira também entregou um ebitda ajustado de R$ 99,3 bilhões (US$ 20 bilhões), 8% e 9% acima da estimativa BTG e do consenso. O responsável pelo número acima do esperado foi o segmento de downstream (refino), que registrou um ganho de estoque de R$ 7,5 bilhões, que representa exatamente a mesma diferença em relação à nossa estimativa de ebitda consolidado.

O ebitda do segmento de E&P ficou em linha com o BTG, em R$ 78,5 bilhões (US$ 16 bilhões), apesar de um aumento nos custos de extração de US$ 0,7/bbl t/t (7% acima do estimado) devido à desalavancagem operacional acima do esperado, contudo compensado por menores despesas de exploração. O resultado ficou 34% acima da estimativa BTG, ajudado por maiores receitas financeiras e ganhos não recorrentes de acordos de coparticipação nas regiões de ToR.

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“Por fim, a alavancagem encerrou o segundo trimestre em 0,6x LTM EBITDA (-0,2x t/t) graças à forte geração de fluxo de caixa”, completa o relatório.

Horizonte ainda difícil pela frente

Apesar do bom resultado e dos dividendos parrudos, o banco ainda vislumbra um horizonte ainda nebuloso para a petroleira. Os recentes desenvolvimentos macro – com preços de combustível mais baixos, fortalecimento do real – e micro (dividendos) estão melhorando a percepção de risco da Petrobras. E enquanto isso durar, o momento positivo das ações permanecerá. O anúncio de R$ 135 bilhões em dividendos (desde início do ano) relacionados aos resultados do ano fiscal 2022 é uma prova da capacidade de criação de valor da Petrobras, bem como um plano de recuperação bem executado que remonta a 2016, segundo o banco.

“Mas nós (re)aconselhamos uma dose de cautela. À medida que nos aproximamos das eleições presidenciais, o risco de mudanças no posicionamento estratégico da Petrobras pode aumentar assim como uma possível interrupção nos pagamentos de dividendos, afetando o desempenho das ações”, aponta outro trecho do relatório.

Agrada ao banco o fato da empresa ter aumentado a visibilidade na distribuição de caixa, mas como a classificação neutra é sustentada por uma maior incerteza nos pagamentos a partir de 2023, o banco não vê confiança de que a decisão da Petrobras de antecipar os dividendos desencadeará uma devida expansão de múltiplo da ação.

Resultado no 2TRI22

A Petrobras (PETR3, PETR4) teve lucro líquido recorrente de R$ 45,039 bilhões no segundo trimestre de 2022, com alta de 10,1% sobre o 2TRI21. O lucro líquido atribuível aos acionistas foi de R$ 54,330 bilhões, com alta de 26,8% sobre o 2TRI21.

O Ebitda ajustado foi de R$ 98,260 bilhões, alta de 58,6%. A receita subiu 54,4%, para R$ 170,960 bilhões.

A dívida líquida da empresa é de US$ 34,435 bilhões, com queda de 14,1% em relação ao 1TRI22 e de 35,3% ante o 2TRI22.

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