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Petrobras (PETR3; PETR4) quer triplicar capacidade de produção em Búzios até 2030

Petrobras (PETR3; PETR4) quer triplicar capacidade de produção em Búzios até 2030

A Petrobras (PETR3; PETR4) pretende aumentar em mais de três vezes a capacidade instalada de produção do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, até o final da década. A projeção é que esse volume salte dos atuais 600 mil barris de petróleo por dia (bpd) – com quatro plataformas operando hoje – […]

A Petrobras (PETR3; PETR4) pretende aumentar em mais de três vezes a capacidade instalada de produção do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, até o final da década. A projeção é que esse volume salte dos atuais 600 mil barris de petróleo por dia (bpd) – com quatro plataformas operando hoje – para 2 milhões de bpd – com a entrada de mais sete unidades operando no ativo até 2030.

Búzios é o maior campo em águas profundas do mundo em volume e em potencial de produção, com baixo custo de extração, além de ser reconhecido internacionalmente como polo de desenvolvimento de tecnologias disruptivas em águas ultraprofundas.

Os dados foram apresentados pelos gerentes gerais de Búzios, da Petrobras, Jaime Naveiro e Thiago Coutinho, nesta quarta-feira (28), na Rio Oil and Gas 2022, que acontece no Boulevard Olímpico, zona portuária do Rio de Janeiro, até quinta-feira (29).

“Para o campo de Búzios, temos atualmente sete plataformas em fase de construção ou em contratação. O FPSO Almirante Barroso (quinta unidade) está, neste momento, navegando rumo ao Brasil para terminar a etapa de comissionamento. O FPSO Almirante Tamandaré (sexta unidade) está em fase de construção avançada, com o casco já flutuando e em comissionamento. As P-78 e P-79 estão em etapa inicial de construção – e já assinamos o contrato de construção das P-80 (em agosto) e P-83. Nossa expectativa é assinarmos o da P-82 em breve”, afirmou Naveiro.

Projeção em 3D da P-83

Petrobras (PETR3; PETR4) vê Búzios chegando a 33% da produção total da empresa em 2026

O campo de Búzios é caracterizado também pelo baixo índice de emissões de carbono por barril de óleo equivalente produzido – está no primeiro quartil da indústria. Segundo Naveiro, o último recorde no campo foi de 616 mil bpd, batido em julho deste ano.

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“Quando olhamos para frente, há expectativa que Búzios alcance 33% de participação na produção da Petrobras no fim de 2026. Ao final da década, a contribuição será ainda mais significativa, à medida que as plataformas entrem em operação e tenham seu ramp up (evolução da produção) com a entrada de novos poços, atingindo seu pico de produção”, complementou ele.

Thiago Coutinho falou que as tecnologias adotadas estão sempre atreladas aos desafios do campo. Na segunda fase de desenvolvimento de Búzios, o desafio é incorporar novas tecnologias compatíveis com o potencial do campo. “Vamos instalar, por exemplo, uma nova geração de plataformas, capazes de produzir até 225 mil bpd e 12 milhões de m³ de gás, capturando todo valor do reservatório”, disse Coutinho.

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