O BTG Pactual adicionou a Petrobras (PETR4) e a Embraer (EMBJ3) à sua carteira recomendada para abril, substituindo PetroRio (PRIO3) e Aura (AURA33), respectivamente, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (1º).
A mudança aumenta a exposição em petróleo e gás de 10% para 15% do portfólio e traz de volta a fabricante de aviões, que negocia a 9 vezes P/L (Preço sobre o Lucro) para 2026 com desconto de 40% em relação aos pares.
“Decidimos substituir a produtora júnior PetroRio pela Petrobras, com 15%. Embora ambas as companhias estejam expostas a preços de petróleo mais altos, acreditamos que a Petrobras está mais bem protegida se a guerra terminar e os preços do petróleo caírem“, destaca o BTG.
Em um cenário onde os preços do petróleo caem para US$ 80 e a Petrobras não reajusta os preços da gasolina e diesel, o banco ainda vê a estatal entregando um rendimento de fluxo de caixa livre de 9% e rendimento de dividendos de 8%.
Estratégia mantida com ajustes
O banco manteve a estratégia geral do portfólio com alguns ajustes. O banco tem 20% da carteira investida nos bancos Itaú (ITUB4) e Nubank (ROXO34), 20% nas geradoras de energia Axia (AXIA3) e Eneva (ENEV3) e 25% em Localiza (RENT3) e Motiva (MOTV3), ações consideradas de fluxo de caixa de longa duração. A exposição em câmbio aumentou para 10% (de 5%), e o setor imobiliário permaneceu em 10%.
Cury entra no lugar de Stone
O BTG também decidiu reganhar exposição em construtoras de baixa renda, adicionando Cury (CURY3) com 5%, substituindo a adquirente Stone (STOC34). O banco mantém a operadora de shopping centers Allos (ALOS3) com 5% (queda de 10%) e a exposição geral em imóveis em 10%.






