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Petrobras (PETR4) vai receber aval da AGU para promover estudos na Foz do Amazonas

Petrobras (PETR4) vai receber aval da AGU para promover estudos na Foz do Amazonas

A Petrobras ($PETR4) vai receber aval da Advocacia Geral da União (AGU) para promover estudos na Foz do Amazonas, informou a Bloomberg. De acordo com a agência, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está se movendo na direção de permitir que a estatal faça um levantamento numa região offshore ecologicamente sensível. A […]

A Petrobras (PETR4) vai receber aval da Advocacia Geral da União (AGU) para promover estudos na Foz do Amazonas, informou a Bloomberg.

De acordo com a agência, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está se movendo na direção de permitir que a estatal faça um levantamento numa região offshore ecologicamente sensível.

A decisão, elencou, ameaça ofuscar uma importante cúpula ambiental e alimentar uma disputa em andamento em sua administração.

Também traz que o escritório do Advogado-geral da União emitirá um parecer de que não é necessário que a Petrobras conduza um estudo de impacto ambiental significativo para começar a prospecção de petróleo na chamada Foz do Amazonas.

E acrescenta que o principal órgão ambiental do Brasil, o Ibama, bloqueou no início deste ano os planos da empresa de iniciar perfurações exploratórias offshore na região potencialmente rica em petróleo na Margem Equatorial.

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Petrobras (PETR4): Margem Equatorial

A petroleira vinha há meses tentando obter uma licença junto ao Ibama para exploração na Foz do Amazonas.

Entretanto, o órgão ambiental se negava a conceder alegando que a companhia havia protocolado um estudo de viabilidade muito “raso” e que era necessário mais aprofundamento acerca do impacto ambiental da operação na Região.

Com isso, depois de tentar uma segunda vez, a Petrobras recorreu ao presidente Lula que, por sua vez, colocou a máquina do Estado para trabalhar em favor da petroleira. Assim, a AGU entrou em cena.

A iniciativa, porém, chamou a atenção para a relação com a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, defensora ferrenha da preservação de toda espécie nativa da floresta e da costa brasileira.

Isso porque em um governo anterior do presidente Lula ela se desentendeu com o petista e acabou deixando o ministério. Desde então, houve uma ruptura política de anos entre os dois.

Custo da Petrobras

Em relação à Petrobras, a companhia corria atras de uma definição sobre a possibilidade de exploração na localidade por algumas razões, dentre as quais o alto custo de manter equipamento e pessoal parado.

Para se ter ideia, somente uma sonda custava à companhia cerca de US$ 1 milhão por dia, conforme noticiado pelo EuQueroInvestir meses atrás.

O interesse na Região é que a localidade é considerada a nova fronteira exploratória do país que, em anos recentes, viu outra região, batizada de pré-sal, literalmente “bombar”.

Maior do mundo

Vale lembrar que a Petrobras é a maior petroleira em atuação em águas profundas do mundo. A companhia, que já era grande, se mostrou ainda maior quando viu outras gigantes globais abdicarem do pré-sal pela complexidade da exploração.

Com isso, há uma expectativa muito grande acerca da possibilidade de a Foz do Amazonas ser ainda superior ao pré-sal, embora até o momento nem uma gota de óleo tenha sido efetivamente confirmada pela Petrobras.

Margem Equatorial

A Margem Equatorial é uma região em alto-mar que se estende da Guiana ao Estado do Rio Grande do Norte, no Brasil. A porção brasileira é formada por 5 bacias sedimentares –um tipo de formação rochosa que permitiu o acúmulo de sedimentos ao longo do tempo.

Bolsa

Por volta das 15h15 a ação PETR4 subia 0,89%, cotada em R$ 30,49. O ativo reporta alta de quase 18% no período de seis meses, e queda de quase 19% no período de um ano.

Gráfico mostra a ação PETR4 na Bolsa.
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