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Panvel tem bom “momentum” em 2026

Panvel tem bom “momentum” em 2026

Do ponto de vista de rentabilidade, as alavancas de margem bruta devem compensar eventuais efeitos negativos de mix

A Panvel (PNVL3) entrou em 2026 com o que executivos classificam como um novo ciclo de crescimento, sustentado por tendências estruturais no varejo farmacêutico e por uma estratégia mais eficiente em capital. Durante o 2º Investor Day da companhia, a gestão destacou que o momento operacional segue positivo, com impulso relevante vindo dos medicamentos da classe GLP-1, além de oportunidades em praticamente todas as categorias, especialmente genéricos e produtos de marca própria.

De acordo com relatório da XP, a companhia está bem posicionada para capturar o crescimento estrutural dos GLP-1, segmento no qual já detém participação acima da média do mercado. Apesar disso, a penetração desses produtos ainda é baixa dentro da base de clientes da rede — cerca de 1% dos compradores mensais —, o que sugere espaço adicional para expansão. A corretora avalia que, do ponto de vista de rentabilidade, as alavancas de margem bruta devem compensar eventuais efeitos negativos de mix, enquanto a otimização de despesas e a diluição logística tendem a favorecer ganhos na margem Ebitda.

No quarto trimestre, a prévia de vendas indicou crescimento de 16% na comparação anual, com vendas mesmas lojas (MSSS) avançando 12%, acima das expectativas. A categoria RX, que inclui medicamentos prescritos, subiu 21%, puxada principalmente pelos GLP-1, enquanto HPC também surpreendeu positivamente. Os resultados completos serão divulgados em 19 de março, e a expectativa é de manutenção de rentabilidade sólida, apoiada pelo mix de canais e controle de despesas.

Plano estratégico

No novo plano estratégico para 2026–2030, a Panvel mira vendas brutas entre R$ 11,5 bilhões e R$ 12 bilhões, margem Ebitda entre 6,7% e 7% e uma base de até 1.000 lojas. A marca própria segue como diferencial competitivo, com margens superiores e potencial de alcançar 10% das vendas até o fim da década.

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Com alavancagem confortável — cerca de 80% da dívida no longo prazo —, Capex estimado em torno de 50% do Ebitda e meta de ROIC entre 16% e 17%, a empresa busca crescer preservando disciplina financeira. A recomendação da XP é de compra, sustentada pelo momento operacional e pelas perspectivas de expansão consistente nos próximos anos.

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