Os genéricos do Ozempic devem chegar ao mercado brasileiro no terceiro trimestre de 2026, com preços iniciais potencialmente 20 a 30% abaixo dos medicamentos de referência, segundo a Panvel (PNVL3) em encontro com a XP Investimentos. A informação foi destacada pelos analistas Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer em relatório sobre reuniões realizadas com o CFO da companhia, Antônio Napp, e o gerente de RI, Ismael Rohrig.
“Os genéricos devem chegar no terceiro trimestre, com preços iniciais potencialmente 20 a 30% abaixo dos medicamentos de referência. Vale destacar que a companhia vem observando melhora na dinâmica de margens de Ozempic/Wegovy, possivelmente antecipando o lançamento dos genéricos”, afirmam os analistas.
Embora a companhia tenha apontado que fevereiro foi um mês mais fraco devido a disrupções de oferta, janeiro apresentou desempenho forte e março vem performando bem, com o fornecimento já normalizado. A Panvel não espera que a categoria alcance penetração de 20% das vendas, uma vez que segue focada no crescimento das demais categorias.
Expansão orgânica acelera
Conforme destacado no Investor Day, a Panvel deve acelerar seu ritmo de expansão, mirando a abertura de novas lojas já neste ano e buscando uma taxa anual de abertura equivalente a 8 a 9% de sua base de lojas nos próximos anos. O foco permanece na região Sul, explorando oportunidades tanto nas capitais quanto no interior dos estados.
“Conforme destacado no Investor Day, a PNVL deve acelerar seu ritmo de expansão, mirando a abertura de novas lojas já neste ano e buscando uma taxa anual de abertura equivalente a 8–9% de sua base de lojas nos próximos anos”, pontuam Eiger, Caravina e Sumer.
Mercado Livre no radar
Os analistas observaram um aumento do interesse nas dinâmicas de e-commerce, com foco principalmente em entender como o Mercado Livre (MELI34) poderia operar a categoria farmacêutica.
“A PNVL enxerga a entrega rápida e a conveniência das farmácias como vantagens competitivas, enquanto a regulação do setor adiciona complexidade a uma eventual operação do MELI”, destacam.
Perspectivas sólidas
A companhia está confiante em continuar entregando crescimento robusto de receita, com forte expansão de margens, esta última impulsionada principalmente por alavancagem operacional sobre um SG&A controlado, enquanto a mídia retail deve ser um importante vetor de mitigação dos impactos negativos de margem bruta associados ao GLP-1.
“A companhia está confiante em continuar entregando crescimento robusto de receita, com forte expansão de margens, esta última impulsionada principalmente por alavancagem operacional sobre um SG&A controlado, enquanto a mídia retail deve ser um importante vetor de mitigação dos impactos negativos de margem bruta associados ao GLP-1”, concluem os analistas.
A XP mantém recomendação de compra, sustentada por um sólido momento de resultados, execução consistente e valuation atrativo (10x P/L 2026E). Beleza e cosméticos (HPC) seguem como prioridade estratégica, com a Panvel focada em posicionar suas farmácias como um espaço de experimentação para descoberta na categoria.
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