As ações do Mercado Livre (MELI34) continuam entre as principais apostas do Banco Safra para 2026 — não apenas dentro do varejo online, mas em toda a Bolsa. Em relatório recente, o banco reforçou que o papel segue como “top pick para um 2026 volátil”, destacando fundamentos sólidos, ritmo de expansão acima do mercado e resiliência mesmo em um cenário macroeconômico mais duro no Brasil.
Segundo o Safra, o Mercado Livre mantém recomendação de compra, com preço‑alvo ajustado de US$ 2.800 para o fim de 2026, ante US$ 3.000 anteriormente.
O banco observa que MELI negocia hoje “a 38x P/L 2026 vs. média histórica de 45x e atual de 39x”, uma avaliação que considera atraente frente ao histórico de entregas da empresa. Os analistas lembram que o Mercado Livre opera com um ritmo de expansão incomum: foram “30 trimestres com +30% de crescimento”, além de um ROIC (Retorno Sobre o Capital Investido, em português) médio de 38% entre 2024 e 2027, segundo o Safra. Essa combinação sustenta o prêmio de valuation.
O Safra segue otimista com os motores estruturais do negócio. A equipe de análise cita três pilares: liderança em um setor ainda em rápida expansão, forte investimento em tecnologia e logística e melhora consistente de rentabilidade. A margem líquida da empresa subiu “+266 pontos-base ao ano em 2024”, embora haja expectativa de pressão de curto prazo de 170 pbs em 2025 por causa da concorrência mais intensa. A alavancagem é considerada saudável, com “dívida líquida/EBITDA de 1 vez”.
O banco destaca, porém, que a margem EBIT pode apresentar volatilidade em alguns trimestres, devido à abertura de novos centros de fulfillment, expansão do crédito e campanhas comerciais — dinâmicas que fazem parte do esforço de acelerar a digitalização do varejo e sustentar o crescimento projetado de 28% ao ano na receita líquida até 2027.
Já no caso de Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3), o Safra reforça uma postura cautelosa. Para o Magalu, a recomendação de neutralidade foi mantida. O preço‑alvo para 2026 foi revisado de R$ 12 para R$ 10, com o banco avaliando que a empresa negocia “a 16x P/L 2026” e enfrenta um contexto macro desafiador para categorias cíclicas, muito sensíveis à taxa de juros. Um ponto positivo: o Magalu gerou R$ 100 milhões de caixa operacional após capex nos 12 meses até o 3º trimestre de 2025, o que mostra disciplina financeira.
A situação da Casas Bahia é bem mais preocupante. O Safra manteve recomendação de venda para BHIA3, reduzindo o preço‑alvo de R$ 4 para R$ 3. A companhia, dizem os analistas, “continua queimando caixa (R$ 1,6 bilhão LTM)” e apresenta retorno muito baixo: um ROIC estimado de apenas 3% em 2025, muito distante dos 31% esperados para a MELI. O valuation também reflete o risco: BHIA negocia a EV/EBITDA de 4x para 2026, metade da média recente.
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